domingo, 1 de fevereiro de 2009

Meio Ser ou não ser





01/02/2009




Levantei-me olhando o céu, lindo, maravilhoso
Mais um dia

Alegro-me pela força que nunca me deixa, a do renascer a cada dia
Eu renasço sem passado sem futuro
Apenas um dia, novas esperanças e vontades

Força-me a refletir sobre passados não remotos
Retrospectivas que não me permito normalmente a fazer

Vejo fugas, metades de vida
Fugas de mim mesmo, realmente na primeira pessoa
Metades recebidas de amores, desejos, amizades...
Explicar essas metades ?
Acho que agora consigo visualizar mais claro,
A questão vem da aceitação destas metades, e não se dar o direito de te-las por inteiro

Nunca me permiti
Nunca me senti merecedor

Entre um não e um meio sim, aceitava a metade
Metade que nunca me satisfaz
Metade que me divide
Metade que me afasta
Metade que me deixa inseguro
Metade que não me deixa entregar
Metade que dói

Metades de vidas, de situações, faz com que eu tente controlar
Controlar metades, pois, delas não consigo pertencer na sua totalidade
Metades que fazem como essa manhã, que acorde, em novo dia, renascido, sem passado

Preciso de algo inteiro, algo que me faça arriscar
Me faça ser um todo, e não pedaços

Há pedaços de mim, espalhados
Tornando-me um retalho de emoções
Nada completo
Quero finalmente ser inteiro
 
E meu medo!
Viver metades de vidas, é muito mais simples
Não há o comprometimento de entrega total
Apenas metades
 
E apesar dos medos, vergonhas, crenças, viva por inteiro
Se não terminarás renascendo a cada dia  e acreditanto que és feliz,
esquecendo confortavelmente, que vida não se vive pela metade.
 
Viver é a entrega total
Viva por inteiro, arrisque-se...