terça-feira, 30 de junho de 2009

Pela vida, que viverei



Não há motivo evidente
Nunca há
Mas assim do nada
Conjugo o verbo
Recalcitrar
Desobedecer; não ceder; revoltar-se; teimar; ser obstinado.

Palavras fortes que definem meu momento
Pedaços que se libertaram
Vida obtiveram
Sobreviveram ao redemoinho

Do caos , me tornei uno
Força que destina a seguir
Independente de onde ir
Jamais desistir

Feliz não estou, triste nunca estarei
Vazio não existe
Há vida neste ser, que tanto luta
Que busca aventuras nunca sonhadas
Sonha para viver

Do sorriso que admiro
A distância que abomino
Espera que não influencio

Enfeitiçado estou
Pela vida
Que viverei .....

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Só sei que nada sei



Tem dias inesquecíveis
Uns mais outros menos

Hoje ficará entre os que fizeram diferença
Me apresentei tão aberto , sem defesas
Menino me senti

Admiro pessoas que tem a capacidade de fazer me sentir assim
São perspicazes
Poucos conseguem
E ainda me levam a situações em que fico a vontade
E aprendiz me tornei

Outros não estariam tranquilos
Em minha loucura, estou
Vou fazer o que tem que fazer, ou acho que seja
Nem sei
Amo essa confusão, me faz viver o dia sem saber como vou terminar

Os céus são testemunha , e que de olho fiquem

" SÓ SEI QUE NADA SEI"
"Sócrates chegou a conclusão que a sabedoria ultrapassa nossos limites e não temos como percebê-la na sua totalidade. O verdadeiro sábio é aquele que se coloca na posição de eterno aprendiz."

domingo, 28 de junho de 2009

Ninguém me entende




Risos...........
Ninguém me entende !!!!
Essa frase eu disse agora pouco
Muito estranho e cómico

O que desejo é tão pouco
E ao mesmo tempo é muito
E mendigar como alguém me disse, não faz meu estilo

Esse meu blog ta ficando interessante
Tá mais para diário que para textos sérios, como tinha intenção
Ficou restrito a devaneios mais malucos
Sem hipocrisias Fernando, desabafos, gritos e por aí
Quem sabe uma adolescência tardia risos .....

São tantas vontades que não cabem em um texto
Frustrações aprendi a lidar com elas, não me permito a depressões ou algo do género
Quero ser simples e parece que quanto mais desejo mais difícil fica

Quero uma parceria com a vida
Eu dou e recebo
ou
Eu recebo e dou
Simples seria

Vida pode ter muitos nomes
Femininos claro risos.....
Que acreditem ainda em boas intenções e que o inferno não está cheio
Sempre cabe mais um

E nele não irei, porque sempre tive boas intenções e cumpri todas
Este inferno que tanto falam, está cheio de quem não as cumpriu
Tou fora
É tão dificil, achar o impossível possivel
Eu acho

Espelhos



Converso com minha filha
De uma conversa normal, uma constatação
Não há conheço
Amo mas não a conheço
Como pode !

E tudo aflora com a força que nos faz chorar
E até duvidar de tudo

Amo e não conheço
Sou assim
Sempre fui

Cuido de pessoas, como pétalas de rosas
Delicadas
Protejo e na ânsia de cuidar, minha imagem se distorce
Espelhos mágicos, reletem impressões que não são reais

Hoje não que seja um dia especial
Será o dia que comecei a deixar espelhos quebrarem
Aceitar que posso ser cuidado e talvez amado
Aproximar realmente

Seja minha filha, seja quem for, experimentem a única imagem
A do ser real que sou
Feliz por natureza
Esperançoso que sempre vai estar melhor
Com vida a ser partilhada
Sem medos ou receios
Minha demência é o desejo ser mais do que me permitem
E a isto ! por mais que me peçam, não abrirei mão
Seguirei meu caminho

Relembrando versos de José Régio em Cântigo Negro

"Como, pois, sereis vós
Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem
Para eu derrubar os meus obstáculos?...
Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,
E vós amais o que é fácil!
Eu amo o Longe e a Miragem,
Amo os abismos, as torrentes, os desertos..."

"Ide! Tendes estradas,
Tendes jardins, tendes canteiros,
Tendes pátria, tendes tetos,
E tendes regras, e tratados, e filósofos, e sábios...
Eu tenho a minha Loucura !"


O pescador





Poderia imaginar estou navegando em águas calmas
E lá de longe , sinto a humidade do ar, tempestade se formando
O barco que tenho é pequeno, e estou em alto mar
O previsível o sensato, é retornar

O dia está tão lindo, o sol brilha, peixes em abundância
Golfinhos como sereias me encantam, aproximam-se do barco
Brincam como se fossemos amigos há anos
A pescaria perfeita, o dia perfeito a oportunidade que nunca tive

Abandonar pela possibilidade de tempestade
Dou-me mais alguns minutos, no paraíso estou
Nada aparece nos céus, só minha percepção incomoda
Os golfinhos como entendendo , dizem-me com brincadeiras
Fique nada vai acontecer, estamos aqui

E sempre tem esses momentos em nossa vida
A decisão entre o que está bom e que este momento não durará para sempre
Abandonamos ante a possibilidade de isso acabar
Afinal nem tudo que é bom é duradouro

A dor sempre é mais conhecida, ser feliz é étereo
Evapora-se ante qualquer possibilidade
O que não podemos negar é a intensidade da felicidade
Ser feliz é arrebatador , incomparável e misterioso
A dor nos machuca não nos eleva

E pescador insensato que sou ou que me tornei
Resolvo ficar
Aproveitar o máximo que puder e não ficar apreensivo com o que possa ocorrer
Mas me garantir que pelo menos o tempo que me sobra de felicidade
Seja completa e intensa
Sei que não controlo o tempo , mas posso ter esperanças que a tempestade nunca ocorra
E a volta ao porto seja intensa , e não dolorida por não ter arriscado
Assim será

sábado, 27 de junho de 2009

Interpretar sonhos



Nunca fui bom interpretador de sonhos
Ás vezes me cobro em não perceber o óbvio
Tão experto em tantas situações e em outras ...
Como diz uma amiga, acho que vou desenhar para você entender ...
E as vezes nem desenhando

Será que o óbvio quando não me apetece não percebo
E desta forma, vamos levando , fechando os olhos
E quando me cobram, para interpretar um sonho
Fico totalmente sem ação
Não tenho a mínima ideia, ou aliás, tenho milhões de interpretações

Dizemos que somos claros, objetivos, tenho minhas dúvidas
Usamos de sonhos, ações não esclarecidas, caretas, silêncios para dizer algo
Não estou a falar que não participo desse mistério de agir
Ufa, poderíamos direto ser

E sendo direto, eu diria, estou com a síndrome da Gabriela
Daquela musica :
“eu nasci assim, eu cresci assim, e sou mesmo assim, vou ser sempre assim... Gabriela... sempre Gabriela”
Teimosia em não saber interpretar, talvez
Prefiro o beneficio da dúvida, me sinto melhor
E assim nem desenhando enxergo, mas, sei exactamente a onde eu quero chegar, não vou ficar a interpretar o que não entendo, deixa para lá, sigo e sei que não vou me machucar.

Até a próxima



Sol e mar
Chuva e frio
Até a próxima

Sonhos de juventude
Na rodoviária espiando, o ónibus saindo
Na janela está lá você, fios doirados
E eu aqui
Até a próxima

Recordo-me daquele dia em que estava no pier
A chuva fina e o vento
O navio partindo , entardecer
Parte de mim estava indo
E tranquilo sigo
Até a próxima

A esquina movimentada em São Paulo, que pela última vez a vi
Sorriso que não esquecerei, um adeus tranquilo
Para o aeroporto segui
Até a próxima

Resignado sem saber exatamente o que vai acontecer
Estou lá como o combinado
Pessoas à volta
Sem habilidade para a situação
Segunda vez que estou a assinar minha sentença
E lá vou eu , seguindo meus devaneios
Até a próxima

Na beira rio, uma conversa
Não quero, mas ligo o carro
E a onde querias ir, a levo
Até logo, sem jeito
Sabíamos que seria o fim
Até a próxima

Até a próxima, eu sei
Talvez vida ou pessoas
Mas sei, que minha procura acabará um dia
Que seja por mim e não por ninguém
Até a próxima

sexta-feira, 26 de junho de 2009

Quero actuar na vida





Interessante a vida do ser humano que em dado momento, apesar de todas as suas realizações, seus sonhos, devaneios, descobre a não existência.

Me observavam como parecia ser ou o que representava ser, e o mais interessante, eu estava convencido que existia daquela forma.



E não mais de repente ! sempre gostei dessa expressão !
Eu não sou o que acreditava ser !!!!!!!!!!!!!!

Sempre observei o meu eu através dos olhos que não me pertenciam
Na vida real ou na imaginação, sempre fui camaleão
Transformando , adaptando às expectativas de alguém, e sempre o melhor
Que esforço terrível despendido , hoje, tão claro

Não que haja arrependimentos, não é o caso, se agi assim foi por puro egoísmo
Eu precisava da atenção, ser importante para alguém, fazer parte de algo
Resultados obtive, tive amigos, família e uma relativa situação social e financeira
Me pergunto, viver é isso? do que estou reclamando, estando assim comodamente instalado na atual idade

Agora com novos acontecimentos , tenho receio de novo de estar caminhando da mesma forma, "não existir", aceitar situação que sou expectador da peça que idealizei e inevitavelmente serei expectador.

As surpresas que nos reservam , me fazem rir, quando achamos que está tudo sob controle, algo acontece, do nada, que mistérios são esses?
Acontecimentos não prontos da forma que eu espero, essa é a surpresa é o mistério da vida?
Talvez o seja
Não tenho medo de desafios, quero actuar , ser parte , não mais assistir a vida.

Preciso , necessito existir não tenho opção, é essa a minha escolha.

^^


quinta-feira, 25 de junho de 2009

Medo de não existir

Você não me conhece?
Você não me conhece até agora?

É tão difícil conhecer
Dor e prazer na descoberta
Nunca é tardia
O que sou , realidade ou desejos
Não quero, não desejo e não vou sonhar o que não é real
Preciso me conhecer, ser o que sou

Tantas vezes fui mais do que devia ser ou do que poderia ser
Chega !
Me vislumbre , como partes que se unem
Esse sou eu
Defino-me sonhos inacabados
Confesso ainda não consigo decidir por medo de não existir

quarta-feira, 24 de junho de 2009

Pequeno Poema pequeno

Sensibilidade
Eu não a tenho
Sobram-me olhos, ouvidos, boca e força
Falta-me pele

Necessidade de tornar momentos infinitos
Pra que ?
Finitos são !
Assim, doce serão ....

terça-feira, 23 de junho de 2009

Vilão ?



Como sinto ou não sinto
Não vem ao caso
Já não o é a muito tempo

Palavras, devaneios, não fazem diferença
Não concerto ou acerto
Sou o vilão que não sabe em que parte da história entrou
Vestido de roupas espalhafatosas, talvez coloridas demais
Vai saber

Sem sentido , se fazem
O que fazer
Nada a fazer

Pensamentos e ações que não conduzem
Deduzem o que não é
Até que ponto posso ser, o que não sou
Ainda não sei

Estranho o papel desse vilão, que não tem coração
Entranhas que nada dizem
Cala-te no silêncio vilão
Nadas pode , aceite o papel como está
Não poderá mudá-lo , já tentastes tantas vezes
Reflita vilão

Suba ao palco, despoje de tuas roupas
E as coloridas com chapéu te servirão
Decline e aceite as pinturas
Sorria o espectáculo começarão
Piruetas lhe servirão
E risadas provocarão
Não és mais o vilão

domingo, 21 de junho de 2009

Conjugar o verbo cuidar


Conversando com uma velha amiga , não tão velha em idade
Falávamos sobra o verbo "cuidar"

Eu cuido, Tu cuidas, Ele cuida, Nós cuidamos, Vós Cuidais , Eles cuidam

Verbo que eu conjugo tão bem
Aprendi cuidar, tenho necessidade de cuidar
Cuidar é não se aproximar demais
Manter distância

Há mais envolvimento de quem cuida
E sempre terá o "poder" de não cuidar mais
É pressão? Acho que não, pois , nunca deixei de cuidar de ninguém
A ideia não é essa

Cuidar talvez nos dá o sentimento de precisar estar vivo
Acompanhar os caminhos, não direcionar mas estar lá
Motivação de seguir ou estar à frente

Essa vontade é transmitida à todos?
A resposta é um belo não.
Não tenho a pré disposição de Madre Tereza de Calcutá ou às razões que por ventura ela teve
Meu egoísmo não permitiu essa grandeza de sentimento
Talvez seja menos "ser" humano que ela

Cuidar é uma relação à dois
Não tem como sê-la diferente
Tem que ter a permissividade de quem é cuidado e a vontade de cuidar da outra parte
São dois seres com individualidades, que querem preservar
Elos que se encaixam, que de alguma forma se completam
Um comprometimento que vai além do simples cuidar, a emoção existe

Aí nos perguntamos, cuidar é amar, gostar ou algo assim ?
Quem cuida divide ? Será que essa possibilidade existe ?
Acordos sobrevivem ?
O ato de cuidar e ser cuidado, não se mistura a ponto de preocuparem-se no bem estar do outro, esquecendo intenções iniciais?
A sensação de aconchego é superior a sensação que pode ter de outras formas?
Novamente muitas perguntas e poucas respostas

Já vi situações em que naõ se tem a preocupação de cuidar
E sim vivenciar paixões explendorosas
Quem não as quer, quem não as teve já
E a onde está escrito que não poderá tê-las

Cuidar verbo que se conjuga na primeira pessoa do plural
Infinitivo Pessoal "Nós Cuidamos"
Infinitivo enquanto dure , trocadilho interessante
Como a vida é, cheia de trocadilhos que nos faz duvidar o que é cuidar.

Nem melhor nem pior, um homem só


Meu maior constrangimento hoje seria
Ser o homem que esperam que seja

Faço o possível , as vezes o impossível
Ser o homem idealizado
E quando deparamos com nós mesmos
A identificação fica confusa
Como ser alguém idealizado ?
Como suprir expectativas ?

Somos prisioneiros de conceitos, estabelecidos de comportamento
Não importa a idade
Todas as fases estão pré estabelecidas
O mais interessante, que hoje percebo
Como eu cobrava comportamento de pessoas de mais idade e de menos idade
Nada mudou, faço parte desta corrente de expectativas

Revoltar-me não é o caso
Resignar não é meu estilo
Procuro brechas nos conceitos
Espaço a conquistar, com atributos que sei que os tenho
Não consigo ser a expectativa de qualquer pessoa
Antes tenho que atender as minhas expectativas, quanto ao ser que sou
Não é egoísmo, é se conhecer
Conceitos não me dão vida, fazem com que os corredores fiquem mais estreitos
Nunca os suportei, sufocam

Esperar que as expectativas dos demais me façam feliz?

É transpor a barreira que sempre comigo esteve , sou dono da minha vida, nada faço a prejudicar a ninguém, a não ser viver de acordo com meus conceitos, então, não é pedir muito que respeitem minhas deficiências e virtudes e quem sabe minhas covardias e fraquezas.

Sou Homem que vive os momentos, olhem-me com olhos sem pudores de comportamentos, sem hipocrisias, aí verás o homem que realmente sou.
Nem melhor nem pior, um homem só.

sábado, 20 de junho de 2009

Margareth BBC London




Manhã quente
Interior do Paraná, terra vermelha
O asfalto com fumaçinha me faz pensar, como pode isso ?
Sigo o caminho, está quase na hora do colégio
Sempre distraído com o caminho

Na próxima quadra, a igreja esplendorosa
De um tamanho desproporcional a mim
Praça com suas árvores verdes, sombras para descansar

Sempre havia uma parada, não para reflexão
E sim para esperar ali e não no colégio o horário de entrar
Uniforme das irmãs francesas todo arrumadinho, como mamãe sempre fazia
Meus outros irmãos e irmã, em algazarra já estavam no portão a me aguardar

O que me traz a lembrança, nem tanto o colégio, os professores ou o local
Era a tarde, logo após o almoço
O quintal que havia em casa era mágico
Árvores que davam frutos , saciavam a fome e as fantasias

Construí o primeiro castelo no abacateiro, muito alto
O chão de pedaços de madeiras que não tinham uso mais
O teto uma mistura de vegetação e tecidos coloridos
Prateleira de caixas de sapato
A janela a visão que eu queria, ninguém se aproximava sem ser observado
A porta era um papelão, de caixa de televisão da marca philips

Minha mãe, não se importava com meus retiros diários
Sempre tinha algum lanche para levar
Recordo-me da pasta da escola, com o lanche, e minha coleção de selos
Rapidamente e confortavelmente estava instalado
Os sons dos pássaros a bicar os abacates
Eram minhas companhias

Dentro de uma lata, que ali permanecia , estava meu tesouro
Alguns soldadinhos de chumbo, caixas de fósforos
Meu exército conquistador
Sentia-me "Alexandre O Grande", todas batalhas vencia

Os sons que reproduzia, explosões, bater de pés, gritos de medo
Dialogo entre inimigos e o final empolgante
O desfile do vencedor
Alexandre era o seu nome, soldado de chumbo
Pés vermelhos pintados com esmalte da minha irmã

Cansado da brincadeira, meus estudos fazia
Sempre querendo ser o melhor
Hoje ainda penso, pra que?
Eram horas de estudo, sempre levando a sério tudo
E no anoitecer, a hora mágica, eu com minhas invenções
A iluminação fazia
Cheio de fios, espalhados, com pequenas lâmpadas alimentadas por pilha
Meu Castelo aparecia

E nessa hora ligava meu rádio escutar a BBC de Londres
Uma antena que ia de uma árvore a outra
Nada entendia
Na escola só aprendíamos o francês
A imaginação traduzia

Aguardava ansiosamente
A voz de Margareth a radialista
A cada palavra, entonação, eu me prendia
E no Castelo ela permanecia
Até ouvi-la dizer
"good night listeners BBC London"

Preenchendo espaços



Outro dia um amigo a escutar a musica que está em meu blog
Disse-me :
"Fernando essa musica me esvazia, é estranha"
"Mad World From Donnie Darko"


Hoje de manhã entre tanto à fazer
Repetidamente à escutei
Esvaziei !
Tristeza não !
Nada !
Estranho !

Viagem ao nada
Sem sabor ou calor

Vejo-me em um trem fechado sem ruídos
A janela, as paisagens eram meros borrões
O tempo não existe

Imobilidade do pensar, amar ou odiar
Destino que não tem porque não ser
Diferença parece não fazer

Sem expressão
Mãos dadas
Talvez o amanhã que não virá
E triste não será

Desligo
O dia comecei
Preenchendo espaços
Assim ..
Cores mais fortes pintarei ..
E novamente recomeçarei.

sexta-feira, 19 de junho de 2009

O Grão Vizir



O Castelo onde tudo acontecia
O Sultão que nada sabia
O Grão Vizir que tudo controlaria, a "Maquiavel" inveja faria
A Princesa olhos fecharia

Espera do corcel branco e o príncipe
Princesa aguardaria
E o Grão Vizir assim percebia
E tudo prometia
Poder daria

Princesa não tão só seria
Seus sonhos realizaria
Ficar com príncipe ou Grão Vizir
Só o tempo diria
E talvez os dois mundos teria

Só a ela dicidir cabia , se não o tempo terminaria

Se foi sonho ou realidade



Lembranças que não aconteceram
Quando você tem certeza que viveu certa situação
Até lembra os detalhes e a intensidade

De um colorido forte
Sons claros
Risos fartos

Cheiros que impregnam a mente
É um sonho que de viva realidade dúvidas acometem
Foram minutos, talvez algumas horas
O tempo se perde na perversidade do querer

Vejo passos que foram dados, em brincadeira
Como se isso fosse o suficiente
A cadeira que gira , sem ninguém
Está la, eu sei

Roupas de ninguém
Textura e suavidade
Humidade que transcende
Maligno tempo que passa

O som das palavras que deveriam ser deliciosamente devoradas
Eu as deixei dissipar-se
E hoje não as ouso mais

O tempo é cruel no sentido que quanto mais necessitamos dele, mais apressado se torna
Brincando nos mostra que momentos são finitos

Há sonhos que nos deixam assim
Um misto de fantasia e realidade
Já não sabemos mais
Diferenciar
Se foi sonho ou realidade

Me destes mais do que eu poderia receber
Não percebi
Hoje sim, tarde talvez

quinta-feira, 18 de junho de 2009

Brincadeira


Já nem ia escrever
E em menos de segundos
Estou aqui
Com a vontade de querer chocolate quente
De brincar na chuva
Rolar na areia que nem guri pequeno
Cantar musicas que nem lembro mais

Conhecer o desconhecido
Voar sem asas
Andar descalço na areia quente
Fazer castelos na areia

Andar de bondinho
Ondas na arrebentação
Gritar no elevador
Rir do nada

Dançar o que não sei
Beijar sem perguntar
Abraçar
Rir da vida

É assim que deveria ser
E nunca deixar de ser
Brincar de viver

Estou Outono


Folhas secas
Renovação
Estou outono, saí do verão
O calor já não é o mesmo

Espero as folhas cairem
Partes que desprendem
Fico só

Recomeço à aguardar
O tempo passar
Inverno chegar
Primavera à sonhar
E o verão explorar

Fuga existe



Pedi não me deixe fugir
Não exigi
Só pedi

Sou importante
Porque deixastes assim
Ao léu, sem rumo a seguir

Se assim sinto
Fujo para o recanto mais próximo
Só não queria mais fugir

A fuga o vazio fica
Tempo é necessário
Não me deixe fugir

Dizes que dono sou das fugas
Sim
Mas delas não tenho culpas, acho eu
Afinal não foi eu que decidi
Talvez provoquei ou não entendi
Não me deixes fugir

É simples , não me deixes fugir
Aconchegue
Não me deixes novamente fugir

Fuga existe
De quem não nos quer
Ou que não decide se quer
Fugirei para longe
A onde não mais possa fugir
E ali ficar
No aconchego de quem não mais queira que eu venha fugir

quarta-feira, 17 de junho de 2009

A História que continua


Acompanhando o carregamento de caminhões com produtos eletrônicos
Começaram às seis da manhã
Quinta feira ensolarada, pleno verão, entardecer tardio
A rotina do trabalho não os atingia, sempre planejando fugas furtivas ao café da esquina da tia de Tiago, amigo que ali trabalhava no caixa.
Marcos, Sérgio e Tiago com seus 22 anos trabalhavam juntos a um ano, moravam na pensão da Dona Carolina , todos vieram da mesma cidade do interior do Paraná, a descontração era o dia a dia daqueles rapazes.
Marcos, cabelo castanho claro, bem cortado, o mais sério de todos, o que não bebia, dirigia , e sempre pronto a estar ao lado de quem precise.
Sérgio , era colorido, sem necessidade de se vestir na moda, tinha estilo próprio, era o mais bonito de todos, cabelos ondulados, sorriso cativante, surfista em pessoa.
Tiago era a mistura de ambos, cabelo de fogo, mais musculoso, humor que vai da irritação à alegria em segundos, o que decidia nas dúvidas quando acontecia.
Estudavam à noite, camaradas que eram, os três cursavam comercio exterior, em função das empresas que ali existiam que eram importadoras e porto bem próximo.
O futuro não era preocupação que chegasse a atrapalhar, todos levavam a vida como ela acontecia.
Jóia que cuidavam, o carro , comprado em prestações, que representava a liberdade de ir à praia, distante a 20 km, a cor era "azul fumegante" , batizado depois de algumas viagens em que a galera tinha que manter os vidros abertos para a fumaça sair.
Nesse dia em particular, todos estavam ansiosos por pegar uma onda, à aula iriam faltar, já combinados com as "gatas", que os esperariam na praia.

Escapada das duas da tarde, todos no café.
Vamos lá, nada de hora extra hoje
Chega de batalha !!! Tiago é incisivo
As pranchas já estavam no lugar desde a manhã, devidamente enceradas
Todos sorriram tomando um mate gelado, acordo selado

Apito de encerramento de expediente, como crianças correm para o carro
Todos sabem seu lugar, marcos na direção, Tiago no banco do lado, e Sérgio largado no banco de trás como gostava.
O ronco do motor possante, e as conversas soltas sobre o dia
O saco do chefe que pegou no pé do Sérgio por não estar devidamente uniformizado.
Tiago
comenta, devia mandar ela tomar no c..., a esposa dele vive me olhando quando o trás ao trabalho, que cuide da esposa em vez de ficar pegando no teu pé.
Risos, afinal a esposa era realmente uma gata, e ele todo gordo acabado, deve ser o dinheiro dele
Não era comentário maldoso, e sim, passagens do dia que mereciam boas risadas

Marcos comedido na velocidade, transmitia segurança, todos sabiam que iriam e voltariam em suas mãos, o que não poderia acontecer no caso dos outros dois .
Janelas abertas só Tiago e Sérgio fumam, descontraídos falam das ondas, e o assunto de mulheres começa a pipocar, acanhado no início, afinal eles estavam vivendo uma experiência totalmente diferente do que tinha ocorrido até hoje.
Tiago como sempre, era o que iniciava os assuntos mais espinhosos que mereciam ser discutidos

Marcos, de pronto afirmou, a Fabiola é minha, vamos parar com esse rolo, vocês sabem no que vai dar.
O riso e a tranquilidade do Sérgio "Não esquenta, vai dar tudo certo, afinal somos amigos, não importa quem fica com quem"
Tiago não perde a oportunidade de criticar Marcos, "Brother sempre com paixões, relaxa"
Minutos de silêncio como se todos pensassem no que foi dito, a amizade era acima de tudo, mesmo , com opiniões divergentes , todos convergiam para uma situação que não criasse conflito.

Marcos dirigindo lembrava o início :
Quando conheceu Fabiola na Internet, e esta que apresentou suas amigas, Aghata e Tereza. Elas moram na praia brava, a onde eles surfavam, e tinham muitos amigos, e a um mês atrás marcaram o encontro. Apreensivos porque só haviam vistos fotos, e não queriam conhecer "barangas", e como sempre arriscavam , se não fosse a possibilidade de ficar, poderiam ser amigos, e tudo bem.
Ficaram impressionados com a beleza das meninas, quase da mesma idade deles, cabelos pretos, morenas de praia, perfeitas, brilho nos olhos, quem fica com quem.
Tiago apressou o passo e junto a Aghata ficou , Sérgio com Tereza e Marcos com Fabiola, e logo ao lado tinha uma barzinho, e para lá foram beber agua de coco, o calor estava insuportável.
A tarde perfeita estava , a noite uma balada, sexo, beijos de despedida.

De alguma forma, todos lembraram junto com marcos, silêncio ficou.
Durante a semana, todos combinando a troca dos casais, afinal, todos amigos, ninguém tinha compromisso, mais um dia perfeito seria.
O que não imaginavam, é que ligações haviam sido feitas, mas de uma forma débil ainda, mas existiam, ........

A sala




O som do piano ao fundo suave
Risos por toda a sala
Poucos escutam, o compasso tão leve , expressa uma canção linda

Do outro lado, duas damas, vestido branco
Contra a janela, a luz reflete os fios doirados dos seus cabelos
Cena , paradisíaca, como se o tempo parasse nos sorrisos de ambas

A senhora sentada logo ao lado, em uma poltrona escura e pesada como o tempo que passou
Semblante sério, como se o barulho a incomodasse, mas não podia deixar de estar ali
Sua presença imponente era constante nas festas

Crianças a correr pela sala
Gritos a ecoar, choro de quem não pode acompanhar
Meninos vestidos de homens e meninas de mulheres
Como se isso os impedisse de ser crianças

O sóbrio mordomo à porta
Como se estátua fosse
Não havia demonstração de vida
O semblante não se altera a nenhuma provocação ou brincadeira
Vestia terno preto que combina com seu comportamento
Servil há gerações

Espelho de cristal, próximo à sala de jantar
Reflete a imagem da pianista
Como pintura de Rebrant

A mesa posta , com cristais da Baviera, louças russas
Cadeiras portentosas
Vinhos franceses
Um verdadeiro banquete à acontecer

Convidados chegando , alegria ruidosa
Conversas e risos soltos
Cavalheiros e damas separados como se o protocolo assim exigisse
E vinho a regar este regimento de portentosos senhores
A maioria a gabar-se do seu patrimônio acumulado sabe Deus como

Entre tantos, Marcia , com seus 18 anos , ainda não se acostumara com as festas
Seu vestido rosa , bordado à mão pelas damas de companhia
Conversa com as amigas
Olhares à sua direção
A juventude não percebe que é cortejada
Faces rosadas, pelo calor da noite quente de verão
A deixam mais agradável aos olhos

Dono do olhar, vagueia pela sala, achando o melhor ângulo
Sonhos que não serão reconhecidos
Seu traje branco, destaca dos demais
Como se assim quisesse chamar atenção
Expressão da solidão
Vivendo ao lado de um lago, sua mansão, quase sem vida
Que um dia alegre fora

Sem sinais de tristeza ou arrependimentos
Veste suas dores com confortável prazer
Como se assim pudesse provar a si mesmo convicções

Olhar de novo se perde
O impossível envolve, fascina
E assim foi toda sua vida
Hoje restrita a um olhar
Não correspondido

terça-feira, 16 de junho de 2009

Mais leve serei



Como posso me sentir bem
Tão bem que , até minha musica muda de tom
Fica mais alegre, mais leve

Sou pesado , não vou a onde quero ir
Planejo e não cumpro
Mas me sinto leve

Amo amores a cada dia
E mesmo nas dores
Sinto mais leve

Flutuar
Fluir
Voar
Leve serei
Até onde não sei

Fluir e não fugir
Viver e não morrer
Mais leve serei

E meus castelos construirei
Com meus sonhos pintarei
E fluir poderei

Mais leve serei

Por um triz



Disse a uma amiga
Assim um dia me tiras a seriedade
E ela muito divertida ri

E em seguida, me pergunta estou longe?
Quem sabe, o que você acha
Hmmm acho que está por um triz

Talvez esteja mesmo por um triz
Por um triz estou
A um triz estarei
Que surpresas terei
Fantasias emergem do limbo, já tão esquecidas

segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amiga


Alguém que sabe quem é, disse-me a pouco
Porque não experimentas falar do teu dia a dia
Não sonhos, coisas reais, que acontecem
O que sentes falta, ou que ti faz feliz ou que te completa
Já que eu vivo a escrever sobre como devemos arriscar e viver experiências

Refletindo sobre isso, pergunto-me será que teria a suavidade necessária para tal proeza, falar de pessoas, no mundo real em que vivo.
Meus devaneios são reflexos da vida, descritos aqui de uma forma mais elaborada, fantasiada e conceituada.

Digo-lhes a minha dificuldade é enorme , em ser simples, talvez me esconda na complexidade, é a melhor forma de esconder sentimento, raiva, frustração e alegria.

Falta-me suavidade nas letras, simplicidade, humildade, sim, venho reconstruindo conceitos, na reconstrução do meu "castelo", tornando diferente do que fora um dia.

Estou diferente, já é um grande avanço para quem sempre tinha a opção de não mudar, ser o mesmo, e continuar a lutar com seus moinhos de vento.

E retornando ao assunto, afinal devaneios me permitem escrever na ordem que as ideias chegam, sem grandes montagens ou preocupações, falarei de uma amiga.

Ao falar nesse assunto , na realidade falo para todos

Cobro posições como se assim pudesse ou tivesse direito, não os tenho, hoje sei
Desejo de gritar !!!!
"Olha permitistes eu te abandonar"
ou algo parecido, transferindo minha responsabilidade a ti.

Aqui não seria o local apropriado a discutir tal tema, eu sei, és contra tal exposição, mas, me redimo desta forma, em publicamente dizer , que contrariei todos meus princípios, a mostrar caminhos, e pior, indiquei qual os mais fáceis, exactamente o que mais abomino.

Lembrando, dei-lhe um dia a transcrição de um poema :

Cântico Negro
José Régio


Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom que eu os ouvisse

Quando me dizem: “vem por aqui!”

Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,

E nunca vou por ali…

.......

Como, pois, sereis vós

Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem

Para eu derrubar os meus obstáculos?…

Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,

E vós amais o que é fácil!

....

Lembras, que lhe disse que esse poema marcou de alguma forma minha vida, pela vontade que o autor expressa em viver o seu próprio caminho, e eu, lamentavelmente venho agir cruelmente dessa forma.

Há descaminhos eu sei, talvez eu os tenha seguido, por algum tempo, e assim fui tomando rumo que me levou a aqui estar a escrever, não a lamentar, mas a reconhecer que não é assim.

Sem perdão ou promessas

Nada precisa mudar, e se um dia voltar-mos a ser o que um dia foi, terás alguém que te mostrarás caminhos, e não que lhe indicará ou exigirá que siga esse ou aquele, estarei aqui sim, para te estender a mão , para que levantes e siga novamente , pois, seus caminhos , seus sonhos, suas fantasias, a ninguém pertence , só a ti.

Recomeçar o fim do mundo



Se tivesse poucas horas
E o mundo acabasse
O que faríamos ?

Sempre que estamos em crises existenciais
A pergunta é recorrente
E as respostas ficam no imaginário de cada um
De todas que já escutei
A que impressionou foi a de um senhor , pedinte de rua
Que por acaso encontrei numa noite fria, a pedir esmola
Ao seu lado, uma garrafa de bebida
Não havia olhar triste, nem comiseração com sua situação
Dei-lhe uma moeda
E lhe fiz a pergunta
Se tu pudesse qualquer coisa, e tivesse só mais 24 hrs de vida
O que farias?
E com um sorriso sem dentes , tranquilamente respondeu
"Nada"
E o silencio ficou , eu a olhar, me recusando aceitar à resposta
Porque nada?
O sorriso malicioso, apareceu em sua face, sem dentes ainda
"Eu não fiz nada por mim até hoje nesses 50 anos, porque eu faria agora em um dia"
e me deu boa noite, seguiu o caminho

A cidade era curitiba, no lago da ordem, noite fria e húmida com aquela garoa que só nos faz sentir mais tristes, o silencio , as luzes , calçamento negro , o pequeno bar com algumas pessoas ali perdidas à discutir assuntos que não lembrarão no dia seguinte ....
Hoje vagas lembranças
E o vulto desaparecendo noite adentro
Ainda recordo bem

Não entendi à época
Talvez ainda não entenda completamente

Se ! Sempre se !
Se houvesse entendido aquele pequeno diálogo
Talvez hoje fosse diferente
Decompondo a frase , como neon brilha
"não fiz nada por mim"

Ele pode ter feito muito por outrem
E a ele ? nada !!!
E naquele sorriso não havia resignação
Procuro uma palavra para descrevê-lo
Não há encontro

A sensação de alguém que por ele nada fez, e ainda assim mantém aquele sorriso, e a coragem de não ousar a sonhar em ter uma vida diferente , nem que por um dia fosse.

Lições de vida talvez?

Cada leitor poderá a conclusões próprias chegar, não serei eu a tê-las
Também deixei 50 anos passarem ....

Sonhos a viver


Porque a insatisfação crescente
Mesmo tendo tudo, bons amigos, uma vida tranquila
Poderia ser a inquietação da alma?
Um bem querer não resolvido?
Ou desejos não realizados?

Muitas perguntas e poucas respostas, assim os dias passam
Sem coragem para determinar ou vamos mudar a forma , optar
Não posso optar , não me foi dado essa condição
Ou não me sinto capaz de faze-lo neste momento

O santa incapacidade, motivos talvez de risos eu sei
Como pode um ser humano viver dessa forma
A inquietação é a condição que permito a viver
Até meu porto seguro chegar, navegarei nessas águas turbulentas e nada conhecidas
Meu barco já a fazer água
E um timoneiro nada experiente, imaginem o resultado

Cada gota deste liquido são situações, frases que transbordaram
"eu estava tão perto e risos"
"relaxa és ansioso demais, o que tu queres ?"
"Esperar e não tocar o fone"
"Um dia inteiro e nada aconteceu, apesar das promessas"
"Malas feitas , malas desfeitas"
"Queria tanto poder fazer e não posso"

Frases , são como ondas
Um vai e vem, que me deixam sem sentido
E a cada momento de recuperação, a próxima
E assim continua

Não vou aqui me gabar de ser um bom timoneiro
Eu diria medíocre
Minha bússola há muito se perdeu
Rumo sem norte
A liberdade de não seguir
Estou em mares nunca dantes navegados

As decisões agora tomadas, são pura essência da existência
Instintos me guiam
Quando assim agimos, deixamos perplexos quem nos observa
A lógica deixa de existir
Esperamos que entre tantas ondas, a força dos instintos nos levem
À alguém que consiga perceber o que somos
Somos instintos , com vontade de sobreviver
E a isso justifica tal aventura nesses mares tão revolto

Por mais irracionais que pareçamos ser
Somos alguém que procura a vida , em sua forma completa
E a tranquilidade não é nossa meta
Somos sonhos, e vamos vivê-los

domingo, 14 de junho de 2009

Reconstruindo conceitos



Devaneios que aqui escrevo, é para expurgar e expor a alma
Essa que tão pouco conheço
Que os anos foram deixando-a opaca
Como se vida própria não tivesse

E desta forma, nas contradições e assertivas eu a delineio em meus delírios
Leve vislumbre do que um dia fora

Conhecimento que não havia por muito tempo se manifestado necessário
E neste momento vem com a força de um furacão
Destruindo conceitos há tanto tempo estabelecidos da minha forma lógica de viver
Conceito de tranquilidade, deixa estar, vai melhorar, é assim mesmo ...

Sinto-a vibrar como se sua manifestação fosse um aviso
Não podemos permitir viver e não conhecer
Destrua seus castelos de sonhos e fantasias
Há dores nessa busca, descobertas agoniantes

Após esse processo, estaremos tão próximos de nós mesmos
Que a felicidade de simplesmente viver nos basta
Não há mais dores ou agonias
E a alma que num passado próximo estava tão sem vida
Sua luz cegará com o conhecimento adquirido

Assim estarás preparado a reconstruir seus castelos de sonhos
E deles partilhar e almejar um futuro de sonhos realizados

A inocência



Ontem uns amigos fizeram uma observação
"Tens coragem em encontrar pessoas"
Cheguei a conclusão que sim
Numa fui assim em nenhum momento da vida
Que força me move a superar meus medos , receios
E evitar ser ridículo. como se fosse possível evitar ser

Enfim, tento retornar à vida, a cada segundo
Comprometido estou a não deixar a vida me levar
Por mais que doa, ou me deixe sem jeito, ou que sinta ridículo
Vou , não importa , eu vou

A mensagem que eu carrego em mim hoje
"Desistir não está no meu dia a dia"
Sempre me preocupei com todos e tudo
Fiz porque assim eu achava ser o melhor
Hoje acho que quem souber me conhecer
Enxergar além do que os olhos deixam vislumbrar
Vai encontrar uma alma
Pronta para a vida
Sem receios , pelo menos uma vez na vida

Se estou preparado para isso não sei, mas vou tentar
Vou arriscar, o que tenho a perder?
A inocência não mais

Ego precisa ser alimentado


Doses de boa e qualificada alimentação ao ego
Ele retornou eu sei
Mas , devidamente alimentado
Após algum tempo ausente, de novo em seu lugar
Quem não fica mais a vontade, sem falar muito
Agir mais, e se sentir bem com boas companhias

Não que não tenha tido boas companhias, nem vem ao caso
Apenas é bom se sentir assim, de certa forma valorizado
Bom, ego tranquilo, fernando relaxado, vamos ver no que dá

Essa é a vida, surpresas a cada esquina
Tentar esquecer não é fácil a ninguém
Muito menos a mim
Não queria esquecer nada

sábado, 13 de junho de 2009

Arriscando




Não desisto, me arrisco
Tá aberta as portas , não as fecho
Quando se distancia as visões ficam turvas
Os entendimentos mais difíceis
Pra que isso
Insisto no que acredito
Pela segunda vez, vou de novo à vida que não me fascina
Não tenho escolha
Estas eu as dei a quem podia ter optado

Palavras embaralhadas para dizer algo simples

Não tão doces palavras



Como é possível sentir algo e falar outro
Ter a calma de que está tudo bem
Falar adeus ou até logo como se fossem iguais

Ahh que filantropia do querer
Não existe, cara... como se diria nesse momento
Que merda de calma é essa rsrsrsrs
Nunca desistes, e desistiu

Ahhh Fernando pronto para curtir teu canto
Achar situações novas apenas para poder continuar
E o tempo passar ?
Grande coisa, que fez ou ainda vai fazer

Uma mensagem, um telefonema um protesto pequeno que o seja
Me convenceria
Não há no que se agarrar, é liso esse sentimento
Arestas nem da discórdia existem

Nunca e olha que esta palavra não é meu forte
Nunca ouve realmente uma vontade
Um grito que me fizesse parar e não dizer adeus

Eu sim grito, e nem a mim escuto mais
Tinha que gritar aqui no blog
Aqui eu posso e me enxergo, serei ridículo, patético o que eu quiser
Eu posso, só a mim tenho a perder

Exponho não minha dor
Devasso minhas intenções
Sei que eram boas
E daí? nadaaa
Não se cria o querer, ele acontece
Seja na amizade ou amor

Sempre falo em doces intenções
Eu as tive
A vida toda
De nada me serviram
Porque?

Sejas feliz


Poucas palavras
Ousadia é o que me fez agir hoje, talvez pelo amanhã
Coragem de abrir mão do pouco

No velho e arcaico português assim não era justo
A ninguém
Confesso dói mais que imaginas

Abro mão de telefonemas a esperar, desejos a realizar, sonhos compartilhar
Abri mão, não troquei
Pelo menos uma vez agi dessa forma
Não troquei, assim agi, por não ter outra opção
Queria acreditar que assim algo mudasse , mas , sei que é improvável
E assim sendo, sigo dolorido, mas vivo

Palavras que não expressam só dor
Mas a resignação da vontade de outrem
Ou o respeito
Aprendi mais algumas coisas
Sempre aprendo
Sejas feliz, tens teu caminho

A musica e a alma

A musica é o reflexo da alma
Ao menos para mim o é
Escutando de Tati Quebra Barraco, passando por Zeca Pagodinho , House Music, MPB, entre tantas outras mais e culminando em musica clássica como Tchaikovsky
Sem ter receio de cometer heresias à musica todas tem seu valor
Sons delineiam nossa vida

Como a alma , musica não tem sexo , cor, idade ...
Tem sim, o momento que culmina com a alma
E deste encontro, há sintonia com o ser
Expressado em risos, lágrimas, danças, contemplações e meditações

Viva a musica e a alma, delicie-se com as infinitas possibilidades
Vibre com a vida

sexta-feira, 12 de junho de 2009

Pra que pensar tanto

Logo de manhã, tive alguns problemas na obra
Pensei, ahh de novo , coisas para me incomodar
E no decorrer do caminho, fui notando que meu humor
Alterava para melhor, como se instintivamente estava preparado a resolver o que fosse
Lá chegando, resolvi com a presteza necessária, atendendo todos interesses

Isso me faz pensar, tenho capacidade e discernimento para resolver questões pessoais com a tranquilidade que resolvo meus negócios
Sabedores somos quão diferente são essas relações, complexas por si só, mas nem por isso insolúveis.

Pretendo agir da mesma forma, com a vontade de resolve-las
Acredito em soluções, acordos, mediações
Assim agi a vida toda, porque querer mudar logo agora
Por pura teimosia não me dar chance, pra que?
Se houvesse ainda algo a ganhar
Que nada, só se perde, em todas situações ser imutável
Logo penso, então existo ou penso, existo e ajo

Chega de tanto pensar
Isso eu deixo para "Sócrates " e seus amigos.

A menina e a rosa




A minina olhava a rosa, linda com aquele tom vermelho vinho

Havia muitas mais abaixo, mas, não sabia porque queria aquela la do alto

Próxima a espinhos, aquela já havia desabrochado a muito tempo


Pairava a dúvida entre qual escolher, a que mais achava interessante ou as que estavam tão próximas, ainda botões, e nenhum espinho a atrapalhar.


Já no terceiro dia,nem dormir direito conseguia, a imagem das rosas vinham e iam, e a cada novo dia, uma promessa, vou escolher e o dia terminava e as rosas ainda no mesmo lugar.


Ela não percebia, mas as rosas também estavam ansiosas, afinal quem seria a escolhida, entre tantas que existiam, lógico que os botões não tinham dúvida da escolha, era natural, e a rosa esplendorosa, já não se importava com a escolha.

No inicio até ficou impaciente, ela se perguntava de que adiantava o seu desejo, ele não influiria na decisão, a escolha tinha que ser uma opção ao risco , ao espinho, até alcançá-la no alto , porque a menina iria a tudo superar, apenas para colher uma rosa.


Os dias se passam, e na sexta de manhã decidida, a menina acordou, e correu até o jardim, a escolha havia feito, nem os espinhos não a impediriam, e quando la chega avista a roseira toda molhada ainda da chuva, e com incredulidade procura, não encontra a rosa escolhida.


Um temporal havia ocorrido naquela noite, os jovens botões ali permaneciam, e a rosa escolhida, estava com suas pétalas espalhadas ao chão, e a minina com lágrimas aos olhos, percebeu :
Que nem sempre temos o tempo do mundo
Este não nos pertence

quinta-feira, 11 de junho de 2009

Bord Line


Conversas sem pretensões nos fazem falar de assuntos esquecidos ou de situações, relembrando como tu realmente és.

Emoções intensas, stress aos limites, "bord line”.

São características que assumo, com total liberdade e tranquilidade.

Negócios, vida pessoal, não importa, está incorporado.

Vou a limites, abro todas as opções, a palavra "não" é esquecida.

Não é o querer pelo querer e nem pelo poder.

É doar-se aos limites, saborear cada ângulo, cada faceta.

Aparento às vezes algo que não é real

A fragilidade que disfarça

Ser doce em situações extremas

Não quer dizer que alcançamos todos os quereres

Não somos assim

Limites e extremos fazem a diferença

Não perco noção de realidade em nenhum momento, por mais que pareça.

Tenho sempre guardado comigo ‘meus sonhos’

Do meu tamanho, não mais do que possa exigir de mim.


Doces intenções não cometam erros de percepção

Estou aqui, ainda.

Não quebrei, e sim dobrei a possibilidade.

Aceitemos a intensidade como parte natural

Respeitemos as necessidades

Sejamos doces sempre!

Sem receios se o observam


E quando chegar a hora, se necessário for.

Retorne e recomece, tudo outra vez

Não há nada definitivo nessa vida a não ser viver...

ARRENDO KING MEN 56



MODELO KING MEN 56 AP (alta performance)


Test Drive, forma e condições de arrendamento a determinar, entrem em contato


Máquina em bom estado de conservação e uso, grande disponibilidade de processamento, estou a oferecer parceria, através de arrendamento temporário se for o caso , podendo partilhar dados que são comuns.


Revisado anualmente, não apresenta nenhum defeito aparente, a não ser um certo desgaste natural do uso, mas, enfim é modelo antigo com certas linhas preservadas em relação aos mais atuais.


Já vem com seguro incluído para o resto da vida funcional, e de valor relativamente expressivo.

No decorrer do uso, KING MEN 56 obteve situação estável financeira, com moradia própria, investimento, e outros itens a discutir no contrato.


Informações do produto :

Observações técnicas:


Condições de uso
Velocidade de processamento aperfeiçoando com o decorrer do tempo
Quanto a mobilidade , mantém todas funções preservadas
Grande potencial na área comercial, gerencial, e conhecimentos gerais
Incorporado recentemente com chip emocional, ainda em testes, performance ainda em 10%
K bytes disponíveis, suficientes para outra vida
Peças de reposição disponível no mercado a preços interessantes.


Software

Atualizado diariamente, performance para uso comercial , insuperável em relação aos modelos atuais, trabalha com todas plataformas de base de dados.

Tem capacitada por novos tipos de informações, como digitalização de imagens e vídeo, além de sensores em tags , atendendo satisfatoriamente a quantidade de informações digitais de uma relação, que não pára de crescer.

Dados armazenados e disponibilizados de forma segura e de forma contínua. Ao mesmo tempo, o custo do armazenamento em King-bio é bastante reduzido

O usuário precisa filtrar rapidamente grandes volumes de dados para encontrar informações relevantes e gerenciar essa explosão de dados , o uso do KING MEN 56, resolve em parte essa expectativa no relacionamento, .


Processador: Core 1

Placa Mãe: Dona Nilza
Memória: King-bio expansível ao infinito
Hard Disk: em função da utilização de memória king-bio não usa hard disk
Placa de Vídeo: Olhos verdes, de grande sensibilidade
Driver Óptico: Gravador com memória King-bio
Fonte: Alimentação balanceada, sem grandes necessidades, alta performance
Gabinete: MD ATX 1956