segunda-feira, 15 de junho de 2009

Amiga


Alguém que sabe quem é, disse-me a pouco
Porque não experimentas falar do teu dia a dia
Não sonhos, coisas reais, que acontecem
O que sentes falta, ou que ti faz feliz ou que te completa
Já que eu vivo a escrever sobre como devemos arriscar e viver experiências

Refletindo sobre isso, pergunto-me será que teria a suavidade necessária para tal proeza, falar de pessoas, no mundo real em que vivo.
Meus devaneios são reflexos da vida, descritos aqui de uma forma mais elaborada, fantasiada e conceituada.

Digo-lhes a minha dificuldade é enorme , em ser simples, talvez me esconda na complexidade, é a melhor forma de esconder sentimento, raiva, frustração e alegria.

Falta-me suavidade nas letras, simplicidade, humildade, sim, venho reconstruindo conceitos, na reconstrução do meu "castelo", tornando diferente do que fora um dia.

Estou diferente, já é um grande avanço para quem sempre tinha a opção de não mudar, ser o mesmo, e continuar a lutar com seus moinhos de vento.

E retornando ao assunto, afinal devaneios me permitem escrever na ordem que as ideias chegam, sem grandes montagens ou preocupações, falarei de uma amiga.

Ao falar nesse assunto , na realidade falo para todos

Cobro posições como se assim pudesse ou tivesse direito, não os tenho, hoje sei
Desejo de gritar !!!!
"Olha permitistes eu te abandonar"
ou algo parecido, transferindo minha responsabilidade a ti.

Aqui não seria o local apropriado a discutir tal tema, eu sei, és contra tal exposição, mas, me redimo desta forma, em publicamente dizer , que contrariei todos meus princípios, a mostrar caminhos, e pior, indiquei qual os mais fáceis, exactamente o que mais abomino.

Lembrando, dei-lhe um dia a transcrição de um poema :

Cântico Negro
José Régio


Vem por aqui” — dizem-me alguns com os olhos doces

Estendendo-me os braços, e seguros

De que seria bom que eu os ouvisse

Quando me dizem: “vem por aqui!”

Eu olho-os com olhos lassos,

(Há, nos olhos meus, ironias e cansaços)

E cruzo os braços,

E nunca vou por ali…

.......

Como, pois, sereis vós

Que me dareis impulsos, ferramentas e coragem

Para eu derrubar os meus obstáculos?…

Corre, nas vossas veias, sangue velho dos avós,

E vós amais o que é fácil!

....

Lembras, que lhe disse que esse poema marcou de alguma forma minha vida, pela vontade que o autor expressa em viver o seu próprio caminho, e eu, lamentavelmente venho agir cruelmente dessa forma.

Há descaminhos eu sei, talvez eu os tenha seguido, por algum tempo, e assim fui tomando rumo que me levou a aqui estar a escrever, não a lamentar, mas a reconhecer que não é assim.

Sem perdão ou promessas

Nada precisa mudar, e se um dia voltar-mos a ser o que um dia foi, terás alguém que te mostrarás caminhos, e não que lhe indicará ou exigirá que siga esse ou aquele, estarei aqui sim, para te estender a mão , para que levantes e siga novamente , pois, seus caminhos , seus sonhos, suas fantasias, a ninguém pertence , só a ti.