domingo, 7 de junho de 2009

A dor mais bela


Bruxinha

Sinto-me um privilegiado
Mesmo na dor, um feliz
Pude viver tempos que não imaginava mais
Ansiedades antes esquecidas
Enfeitiçado pela integridade de seus actos
Agir todo dia como alguém que está a esperar boas notícias
Não exigir que lhe dêem atenção , simplesmente esperar
Sonhar novamente, como se nunca tivesse sonhado
Sonhar teus sonhos
Escancarar o eu, sem medos
Escutar suas preocupações, seu dia, como se tivesse a vida toda para isso
As horas eram minhas inimigas, o relógio sempre a toda pressa
Cumplicidade nas confissões
Enfim, valeu cada momento, e será inesquecível

Lembras do livro que me destes
Com uma pequena e apressada dedicatória
Lhe digo,
Minha pequena "bruxinha"
Não fizestes mal uso do poder que lhe dei :

"Cartas a uma desconhecida"
"Pois dei ao outro o poder de me magoar"
"Menininha , foi com carinho que lhe dei esse poder"
"E vejo com melancolia que a vejo usá-lo"


"Os contos de fadas são assim. Uma manhã , a gente acorda e diz: "Era só um conto de fadas..." E a gente sorri de si mesma. Mas, no fundo, não estamos sorrindo. Sabemos muito bem que os contos de fadas são a única verdade da vida."

Antoine Saint Exupiré