sexta-feira, 12 de junho de 2009

A menina e a rosa




A minina olhava a rosa, linda com aquele tom vermelho vinho

Havia muitas mais abaixo, mas, não sabia porque queria aquela la do alto

Próxima a espinhos, aquela já havia desabrochado a muito tempo


Pairava a dúvida entre qual escolher, a que mais achava interessante ou as que estavam tão próximas, ainda botões, e nenhum espinho a atrapalhar.


Já no terceiro dia,nem dormir direito conseguia, a imagem das rosas vinham e iam, e a cada novo dia, uma promessa, vou escolher e o dia terminava e as rosas ainda no mesmo lugar.


Ela não percebia, mas as rosas também estavam ansiosas, afinal quem seria a escolhida, entre tantas que existiam, lógico que os botões não tinham dúvida da escolha, era natural, e a rosa esplendorosa, já não se importava com a escolha.

No inicio até ficou impaciente, ela se perguntava de que adiantava o seu desejo, ele não influiria na decisão, a escolha tinha que ser uma opção ao risco , ao espinho, até alcançá-la no alto , porque a menina iria a tudo superar, apenas para colher uma rosa.


Os dias se passam, e na sexta de manhã decidida, a menina acordou, e correu até o jardim, a escolha havia feito, nem os espinhos não a impediriam, e quando la chega avista a roseira toda molhada ainda da chuva, e com incredulidade procura, não encontra a rosa escolhida.


Um temporal havia ocorrido naquela noite, os jovens botões ali permaneciam, e a rosa escolhida, estava com suas pétalas espalhadas ao chão, e a minina com lágrimas aos olhos, percebeu :
Que nem sempre temos o tempo do mundo
Este não nos pertence