terça-feira, 14 de julho de 2009

Noite manchada



Acho que estou a escrever, por demais extenso como sempre, devo aprender a reduzir os pensamentos ao íntimo.
Por diversas vezes repeti neste blog, da minha incompetência em se fazer entender, e o que mais sinto é estar a encrespar.
Estar a criar mais arestas do que possam compreender

A distância é algo que sei lidar com facilidade, dela me alimento em nada fazer
O que será necessário que minhas acções e pensamentos reflictam o que sou
Ou o que penso ser, percebo ser ou quem sabe o que não quero ser

Ideias vagas que nada esclarecem, tem na realidade o dom de confundir
A expressão da verdade perde-se na névoa dos receios
Será que em algum momento entenderei o que me dizem
Será que nesta vã vida, serei o que nos mistérios da minha mente sou

Não são palavras direccionadas
E sim conflitos do não entendimento
Atentem ao conhecimento de um ser
Que das profundezas tem algo a dizer

Noite manchada
Grito calado
À espera do alvorecer

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