domingo, 28 de fevereiro de 2010

Pesar

Facil escrever sobre outono, folhas secas, vento, entardecer nublado

Casaco leve , olhar sombrio, os passos lentos
As cores da paisagem pairam do cinza ao marrom
Os sons são graves

Convite à meditação e reflexão
Os anos são como passos, devagar, dolorido às vezes
Sente o peso da dúvida, se estou a onde desejei estar
As certezas diluem-se, como as folhas ao vento

O cheiro da relva seca, me leva a tempos atrás
Quando criança, em dia de vento, estar no quintal de casa
Observava o movimento das árvores, os passaros, as formigas, a vida em si
Tão restrito na observação , afinal , a vida extende-se além do quintal
Mas, ali ficava por horas a fio

Hoje aqui, nesta floresta, sabedor das implicações da vida, em suas milhares de interações
Estou a observar ...

Ainda tenho a sensação de passado, um certo tremor de frio
Pesar por mim, sim!
Ficarei aqui , aguardando outra primavera

.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

A luz

 

Será que saberei falar de amor

A frase “Necessito que necessites de mim”

Tem haver?

 

Acredito piamente que não, não necessitamos de alguém para amar

Se assim agir, teremos necessitado e o que completa

Ação beligerante em relação ao nosso ser

Dependencia emocional que nos leva à instabilidade

Qualquer desleixo, dolorido torna a relação

 

Amar é algo que transcende a razão

A entrega tranquila

A confiança

A vontade de viver por estar amando

 

Ao estar falando nesse tema, sinto-me distante

Quem não tem receio de sentir a luz  do amor

“Posto que é chama”  e “Eterno enquanto dure”

Desfazer das minhas crendices e assumir minhas idiotices


Quando isso vai acabar
Será necessário o que
Que sacrifício devo fazer

Abrir mão do que já nem tenho mais
Desfazer das minhas crendices e assumir minhas idiotices
Ou, dobrar-me à vida.
Entregar meus sonhos
Na bandeja da realidade

E ali prostrado
Poderei ser feliz
Sem lutas ou moinhos a vencer
A alma vazia sem vontades
Sem gritos abafados
Somente vontades decaídas

Cabe-me rebelar como último encanto
Fecho os olhos à entrega
E ali permanecer e visualizar
A vida que ainda terei

.

Para pensar

 

A constatação  !

No que o homem se acaba ?

Óbvia resposta !

Em nada ….

Não me faz melhor

 

O que me faz pensar, como não se acabar

E melhor ser.

 

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quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

É real ?

 

A fome já não me alcança

A dor não me perturba

O sono é cansaço

O medo é lembrança

 

Palavras que me tocam

Pensamentos que libertam

Sonhos que tranqüilizam

 

Físico ao etéreo

Real ao imaginário

Transposição que a liberdade me permite

Eu escolho…

 

 

.

Respostas que não precisam de perguntas

Acusa-me de devaneio, e eu acuso de ser real
O alvorecer é mais lindo que o anoitecer.
Agi assim, pois, era necessário , mesmo que não pareça.
Nem sempre sou assim, às vezes não sou eu.
Talvez jamais possa ir, como também, jamais poderei retornar.
Já sim, falei tolices pensadas e assumidas, não me calei.
O amanhã é mistério, não, sei o que poderia falar do que não sei.
Minhas opiniões são como concreto, resistem , mas, não resistem à ressonância da dúvida.
Se dói, aprofundo , e espero.
O tempo é a medida que percebemos , quando estamos aflitos.
Não sei se é possível, ainda não tentei. E mesmo que tente e não consiga, ainda em dúvida estarei.

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Perguntas que não precisam de resposta

Relembrar é envelhecer ou é história de vida ?
Estar com alguém é futuro cansaço?
Assumir estado de espirito encantado é ser mais um babaca desavisado?
É preciso escolher para ser preterido?
As diferenças são casuais?
Lidar com o improvável é se corromper ?
Saltar tantas vezes no precipício é ser tolo ou corajoso?
Voar é para quem pode ou para quem se dispõe?
Necessariamente ser profundo é tornar-se cego?
Acovardar-se e preservar é melhor que se entregar?
O impossível é possível ?

.

Só as ondas não sabem sempre ser

 

Cenário da realidade perfeita

Manha nublada, já são 5:15 hrs, café no bule, fogão à lenha

Lentamente acordo, o silencio envolve, sem pressa , calço os chinelos, as juntas dos dedos me doem , as redes à puxar estão mais pesadas e com menos peixes.

Mas pra que a reflexão, Deus proveu tudo o que precisei até agora

Xícara sem alça, café cheiroso, as mãos prestativas da esposa, o sorriso de sempre

Água no rosto, breve olhar ao espelho, sem nada esperar

Calor do café aquece a alma, um biscoito de polvilho para acompanhar

Camisa remendada, meia dúzia de palavras

Porta aberta , frescor da manhã

A bolsa de couro ,  o lanche

Beijo na face

Caminhar e o mar de sempre

Só as ondas não sabem

Sempre ser

A cada renascer

Perpetuar vontades
Sou bom nisso

Não as realizo
Sou bom nisso

A cada negação,  a força
Sou bom nisso

Perpetuar minha negação de vontade
Torna-me forte, refaço-me

O refazer é dolorido e necessário
Sonhos e imaginação fazem a mágica

Após tantas , tornei-me colcha de retalho de egos retorcidos
Cicatrizes invisíveis, que aos meus olhos estão delineadas e ainda doem
Perdemos a referência de vida passada
A essência esvai-se, a cada renascer.

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terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Pequenos seres

Pequenos seres
Vieram nem sei de onde
Nem porque

E eu ali, a observar , sem reação
Tomavam todos os lugares
Ocupavam espaços
Despretensiosos eu acho
Agiam sem despertar culpas

As passagens foram ocupadas
Pontos foram apagados
Ocupavam momentos

Silenciosos a borbulhar dúvidas
Feixes de luz negra
Nem percebi que não mais observava
Entreguei-me

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domingo, 21 de fevereiro de 2010

My Good

Alguém me disse, "procure a sua tampa, cada panela tem a tampa certa "
Acho que Deus, é esperto , e só para não facilitar !
Quando cria seres Humanos
Ele os faz diferentes

E passamos a vida procurando a tampa certa
Em vez de procurar a tampa que melhor se encaixa.

Não resisto , "Aleluia"
.

Combinação à dois

 Não resisti , afinal tinha que entender a observação  :
 
"Não combinas comigo "

Aurélio Help ...
1. Fazer combinação de (várias coisas para que resulte um todo ou composto).
2. Aliar.   3. Juntar.     4. Unir.    5. Dispor.
6. Calcular.    7. Comparar.
v. intr. e pron.
8. Não desdizer, harmonizar-se, estar conforme.
v. pron.
9. Entrar em combinação.

Tens razão
Que disparate pensar ou imaginar tal combinação
Que falta de conhecimento matemático sobre Análise Combinatória
Combinar, permutar , é necessário que os elementos dos conjuntos tenham as mesmas identidade?

Sandice sonhar que seres humanos venham a se relacionar, sem combinar
Basta olhar os conjuntos que caminham pelas ruas
São tão próximos da combinação quanto agua e oleo
Provavelmente não conhecem a matemática da combinação
Fadados a dado momento , encararem a realidade dos números
E inevitavelmente separarem

BLOG educativo, vou aqui, deixar uma fórmula de exemplo de como procurar o par perfeito.

Material necessário : calculadora (cientifica  - HP no mínimo)
Celular  - Em locais mais escuros fica dificil ver os resultados
Nao deixar de dar uma lida em Análise Combinatória, no esquenta para a balada
Pronto, armados(as) para a experiencia de encontrar o parceiro.

Vamos imaginar o exemplo, na balada
Pessoas, olhando-se, e verificando a possibilidade de criar conjuntos e sub-conjuntos
Calculadoras à mão,  à procura da harmonia no resultado.

   Elementos observados :Loiro(a) dança bem, mal gosto para roupas, e bebe
                                       Moreno(a), mas tem roupa de marca e não bebe
                                       Moreno(a), timida, quieto(a) no bar, bebe
                                       Ruivo(a) desinibido(a) demais e bebe agua mineral com gaz
                                       Loiro(a) bombado(a) só fica se exibindo, tomando energético
                                       Mulato(a) corpo bem formado, tomando Ice, acompanhado(a)

   Nosso conjunto de exigencias : bonito(a), não beba, interessante, bem de vida, gentil (obs: esses dados   
                                                   mudam conforme a pessoa que está fazendo a análise)                                     
  • A combinação C 6,1   indica de quantas formas distintas é possível escolher um elemento de um grupo de 6 elementos,  {a,b,c,d,e,f}.
A calculadora dará resultado do melhor elemento
E, e aí, vai a luta
Agora, se os resultados não te satisfazerem, Vá pelos teus instintos.   Arrisque-se, quem sabe o parceiro , não entenda de matemática.
Boa Sorte
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Afinal é isso?

Agora recuperado de um quase dia perdido
Reflito, é essa a sensação de depressão?
Voce fugindo da vida
Deixando que o não fazer,  tome conta do ser
Nem percebes o que está acontecendo, sómente muito sono
Cansaço e talvez desiluzão sem motivo

Precisou 53 anos para eu poder me sentir assim
O que motivou, exatamente não sei
Ou sei ?
Choque de realidade ? talvez

A  depressão é proporcional à percepção da realidade
Os sonhos diluem, a realidade se torna concreta

Mesmo assim, temos que ter algum humor, mesmo negro
Dei um jeito de cancelar encontros
Se é para sentir a depre, que façamos da melhor forma possível
Ou da pior forma possível
Sem autocomiseração, apenas a sensação de não ser
É suficiente para derrubar

Entreguei-me de corpo e alma à sensação
Não consetui mante-la por muito tempo
O ato de sonhar faz parte do meu ser, é forma de manifestação silenciosa de vida
Valeu vida em me proporcionar mais um momento de surpresa
Surpresa que até eu posso ficar depre
Que venha os dias que me restam, estarei à sonhar
Não há limite.

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sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Estou a rir da vida e a sorrir para a morte .


Conversando com minha mantenedora, lhe disse
Sou livre , se fiz ou não, não faz diferença
Por onde irei, já não importa
Se errei, estou quites
Sou livre, em minha loucura terrena
Antes queria tanto escrever algo nesta terra
Não importa mais
Sou livre
Estou a rir da vida e a sorrir para a morte
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terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

Esta escrito nas ondas

O limite não existe, são sensações
A vida é passageira e nós somos o que ?
Emoções fluem, ondas sem fim

Arrebatador essa inconsequencia
És um pequeno barco a beira de penhascos
O mar não lhe dá opção
Estás entre ondas e penhascos
O destino há de provar a sua força
Estraçalhado estarás, a tua procura chegara ao fim

O que te levou a esses mares ?
Tão distantes e bravios
Navegar é preciso
Sem rumo, cria-se a situação de não mais poder voltar
Ali encerrar a eterna busca
Com satisfação nos deixamos ir, nada mais importa, a não ser estar lá
O que fui, ou o que serei, está escrito nas ondas

sábado, 13 de fevereiro de 2010

QUANDO VAIS CRESCER ?


De uma conversa, veio a lembrança
Quando vais crescer?

Escutei por diversas vezes, me lembro bem, quando estava na faculdade
Afinal ninguém faz várias faculdades na federal, que duraram 14 anos
Até o dia que lhe perguntam , “Quando vais crescer ? “
Já era casado e pai,  trabalhava numa empresa federal, e envolvido em greves e diretórios acadêmicos
Sonhos socialistas intermináveis
E já tinha idade para ser capitalista

Lembrando, que na época éramos rebeldes sem causa
Somos contra, e pronto, lá vamos nós
Reuniões intermináveis

Quantas vezes escutei, Fernando quando voltas?
Tens família, não podes sair em greves , podes ser preso, algo te acontecer, me preocupo
Que nada, a causa vem acima de tudo, algo tem que mudar !

Quando vais crescer?
Cedi às exigências do momento
Cedi às pressões do emprego que não comportava rebelde
Cedi ao conforto
Cedi sonhos
Cortei o cabelo comprido
Abandonei a bolsa de couro a tira colo

E lá fui eu, de socialista a capitalista num estalar de dedos
Mercedes e BMW povoando os pensamentos
De anarquista a eficiente

E de lá para cá
Muita coisa mudou
Minha vida se alterou
mas ,
Ainda escuto !!
Fernando , quando vais crescer ?
Isso de certa forma me alegra, conforta,  afinal não mudei tanto
Nao cedi completamente.

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Não se sentir sem o amanhã



Sabes me atingir
Conheces exatamente a onde chegar
Confessei por diversas vezes na retidão do relacionamento
Em momentos de emoção ou de uma conversa sem razão
Agia assim, porque tu eras eu

Hoje passado tanto tempo
Continuo o mesmo sem graça
A escutar palavras, que atingem feridas que nunca fecham
Alfinetadas que traem
Faras tudo que lhe é possível
Apenas por atingir alguém que está tão machucado quanto você

Estamos tentando nos agarrar nas beiradas da vida
Criando possibilidades de almejar sonhos
Não se sentir sem o amanhã
Arriscando o que nos sobra
Em suma, procurando razões

E a decepção do que nos foi tirado
É nossa, não é exclusividade sua
Perdemos
Não nos permitamos usar de armas proibidas
No afã de provar que temos a razão
pois, ao atingir quem um dia lhe foi dado
Vai lhe dar  apenas a sensação
De que perdemos de novo

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quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

LOUCURA FELIZ



Muitos me dizem , você é louco
Outros, quanta adrenalina
E alguns, não se enxerga, está na hora de sossegar

Pergunto-me quanto escuto tais observações
Será necessário ser igual ?
Devo equiparar-me aos demais, ser mais um !

Ou ter a ousadia de aceitar que quero :

Produzir da mesma forma que aos 20 anos
Cometer erros, hoje mais elaborados do que aos 20 anos
Viver como acho que deveria viver
Almejar a simplicidade e humildade , com a mesma dificuldade que aos 20 anos

Somos a soma das relações Inter-pessoais, uns melhores no amor outros piores
Em nenhum momento, me abstenho de culpas , sim, sou culpado por erros cometidos
Quem não é?
O que importa, é como nos sentimos em determinado ponto da caminhada
Somos nossos melhores julgadores
Enfim, me perdoem quem queira que me sinta pior do que me julgo
Posso ser um Louco Feliz, mas ainda assim, é melhor que ser um Louco Infeliz

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segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

A letras que nos deixam inquietos

Metade

Oswaldo Montenegro

Composição: Oswaldo Montenegro

Que a força do medo que tenho
Não me impeça de ver o que anseio

Que a morte de tudo em que acredito
Não me tape os ouvidos e a boca
Porque metade de mim é o que eu grito
Mas a outra metade é silêncio.

Que a música que ouço ao longe
Seja linda ainda que tristeza
Que a mulher que eu amo seja pra sempre amada
Mesmo que distante
Porque metade de mim é partida
Mas a outra metade é saudade.

Que as palavras que eu falo
Não sejam ouvidas como prece e nem repetidas com fervor
Apenas respeitadas
Como a única coisa que resta a um homem inundado de sentimentos
Porque metade de mim é o que ouço
Mas a outra metade é o que calo.

Que essa minha vontade de ir embora
Se transforme na calma e na paz que eu mereço
Que essa tensão que me corrói por dentro
Seja um dia recompensada
Porque metade de mim é o que eu penso mas a outra metade é um vulcão.

Que o medo da solidão se afaste, e que o convívio comigo mesmo se torne ao menos suportável.

Que o espelho reflita em meu rosto um doce sorriso
Que eu me lembro ter dado na infância
Por que metade de mim é a lembrança do que fui
A outra metade eu não sei.

Que não seja preciso mais do que uma simples alegria
Pra me fazer aquietar o espírito
E que o teu silêncio me fale cada vez mais
Porque metade de mim é abrigo
Mas a outra metade é cansaço.

Que a arte nos aponte uma resposta
Mesmo que ela não saiba
E que ninguém a tente complicar
Porque é preciso simplicidade pra fazê-la florescer
Porque metade de mim é platéia
E a outra metade é canção.

E que a minha loucura seja perdoada
Porque metade de mim é amor
E a outra metade também.

E o meu quadrado ?

Cada um no seu quadrado
Eu no meu triangulo
Não me enquadro

Poderia ser hexágono
Talvez um retângulo
Ainda não me enquadro

Desencaixo no circulo
Acomodo
E ainda assim
Não me enquadro

Não importa a onde estejas
Quadrado ou não
Que diferença faz ?
Não me encaixo

Por opção subverto vértices e catetos
Curvas que se alinham
E nada acontece, não me encaixo

Na espiral  em redemoinho
Sem lado,  nem canto, nem horizonte
Ainda assim, não me encaixo

Quero meu quadrado, afinal todos tem
Ali me apossar
Delinear meu reino
E num dos quatro cantos
Poder sentar , e dizer
Estou no meu quadrado

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domingo, 7 de fevereiro de 2010

O parque

Eu ia no parque
Já não me lembro mais , nem onde nem quando
Não importa
Era um parque

Roda gigante, palhaços espalhados e o túnel do terror
Famílias e sorvetes de mãos dadas
Moças e sorrisos esquivados
O som da balburdia ainda me encanta
O cheiro da pipoca doce
Crianças correndo
Era um parque

Por vezes comprei ticket para andar na roda gigante e no túnel do terror
E sempre os trazia comigo para casa, faltava-me coragem de ali ir sozinho
Contentava-me com os carrinhos que se batiam
Enamorava-me das mininas que não me olhavam
E todos os meus trocados lá deixava

Era um parque, era a vida.

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Seqüestrador de ALMAS

 

Apropriar-se da vida, ladrão de vontades

Realizador de desejos

Interessante como as pessoas ao serem contempladas com a realização de desejos, entregam a vida

Deixam que parte do seu “eu” submisso

 

Porque essa reflexão ?

Ouvi alguém falar sobre esse tema, como se agir desta forma crie um prejuízo maior que um ato físico

Pois, se o que desejamos é realizado, ficamos reféns.

E ao fim desse interlúdio, o refém fica à mercê das regras da vida novamente

E a inevitável frustração de que o fácil era possível

 

O Ponto ?

Quem age errado nesse caso, o seqüestrador ou o refém que deixou-se seduzir ?

 

Quais implicações ?

O refém tem a sensação de que algo lhe foi tirado, sentia-se proprietário da relação, o beneficiário

O seqüestrador, ao doar todas as suas possibilidades, frustra-se , não há relação, apenas cede e beneficia.

E abandona.

 

Concluindo:

Podemos assim dizer que o seqüestrador de alguma forma torna-se refém da vítima.

 

Então , rotular que o seqüestrador de apropria-se de alguém é no mínimo inversão da situação

O refém esse sim, percebe que tem o “poder” de encantar o seqüestrador, e com isso, envolve-se numa

relação não de troca, mas , de único beneficiário.

 

Concordo são relações imaturas fadadas a terminarem como começaram.

 

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segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010

Déjà vu

 

Palavras colhidas

Vezes tolhida

 

Palavras sem lembrança

Com esperança

 

Palavras perdidas

 

Fatos acontecidos, me deixam de cabelo em pé

A previsibilidade de ser e do acontecer

Espera das ilusões repetidas

E Déjà vu  novamente ocorrer

A próxima onda

Já falei sobre os surfistas da brava
As ondas vêem e vão
Eu ali, sentado no carro observando

A tranqüilidade  e esperteza na escolha da onda certa
As vezes percebo que a onda certa passou e o menino não a alcança
Volta com braçadas vigorosas, e novamente à espera

Depois de algum tempo, haverá a próxima onda
E a prancha irá deslizar no momento certo

Aprendo algo de bom nestes momentos :
Porque dispender tanto esforço em nossas atividades, como se não houvesse amanhã
O desgaste é inevitável
Porque dispender tanto esforço com alguém que achamos que é única
O desgaste é inevitável
Façamos como o surfista , esperemos que haverá
A próxima onda

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