quinta-feira, 29 de julho de 2010

Como será se eu fosse eu?

Já faz quase dois anos, que estou casado comigo mesmo

Vivo a discutir diuturnamente a relação

Não satisfeito, as vezes tento fugir

Mas é incrível, não consigo tal façanha

 

A convivência que achei que seria tranquila, torna-se a cada dia mais conturbada

Vontades e sonhos não satisfeitos de outrem , me afetam

Será que até nesta situação, terei que ser moldado a fim de satisfazer?

Acho que não, se preciso for, novamente divorcio de mim mesmo

Pois, será preciso a solidão absoluta, a fim, de poder viver meus sonhos

Já não sei as respostas corretas .

 

Relacionamento, é troca, dizem alguns

Trocamos nossas vontades e desejos por outrem

E sempre haverá um insatisfeito

Isso é relacionamento?

 

Só não imaginei que a convivência entre meus eu’s fossem tão difícil

Ainda me perguntam, se tenho solidão, se me sinto triste por estar nesta situação

A resposta está na ponta da língua, por mais, que eu deseje estar só, não consegui

Há o meu eterno companheiro, que não me deixa, nem por um segundo

Será que preciso abrir mão de que mais ?  já não sei

 

Já li e reli, a procura de situação semelhante e como terminou

Nada encontrei

Então , sobra-me apenas a possibilidade de um último divorcio

Sem a intervenção de advogado ou de quem quer que seja

O custo será sentimental

Só preciso estar apto a viver como se eu fosse ‘eu’

Parece simples

Mas não é …………

 

 

.

sábado, 17 de julho de 2010

Descrever

Sinto falta de escrever
Ou, talvez vontade de descrever
O que eu exatamente não sei

Minhas dúvidas acompanham
Sou um fosso sem limite
Vivo , simplesmente vivo


.

segunda-feira, 5 de julho de 2010

Sigo

 

Eu era forte , orgulhoso e arrogante

e,

Ainda sou orgulhoso e arrogante

 

Levanto a cada dia, com dores do passado

Sensação que o caminho é inevitável

Marca o compasso

 

Renasço a cada dia

Esta é a minha cantiga

Das mais estéreis

 

Esvai-se dolorosamente a esperança

Sigo tremulo e decidido ao obscuro porvir

 

.

domingo, 4 de julho de 2010

Caminho, caminho

 

 

Sabe não sei

Certeza que abandona e arrepia

A bruma não deixa enxergar

Estrada sem graça

Passos não determinam

Sem sentido , não há vontade, só caminho

 

Voltar é longe

Ir  é cansaço

Fico, devaneio, navego …

 

Amanhã é talvez , quem sabe

Enquanto isso, caminho , somente caminho

Será que sempre foi assim, e só vim a perceber agora

Que desperdício

Caminhar por caminhar

 

Espero o amanhã, com a esperança de ontem

quinta-feira, 1 de julho de 2010

Verdade

 

Do cume da minha incapacidade

Desfio palavras de verdade

Reluzentes como ouro dos tolos

Fios doirados

Tênues que rompem ao menor desprazer

Verdades que me deixam nu e cru

E levam ha tantas idas …

 

Verdade não perdoa

Cruel em não dar opção

Definitiva por concepção

Aceitação