segunda-feira, 30 de maio de 2011

Enquanto …

Precisamos as vezes escutar vozes que não são nossas
Do nada, uma musica ou a conversa de estranhos …
Nos faz ver o óbvio
Escutei algo ‘que quando brigamos por alguém, ficamos neste período sem ninguém ‘, e no final das contas abrimos mão de parte de nossa vida, pela insistência.
Então, não que não valha a pena lutar, mas, devemos antes de tudo pensar na própria vida, e quem sabe dar chance aos acontecimentos, sem força-los.

domingo, 29 de maio de 2011

Workaholic ? “eu nada tinha a fazer naquela tarde”

 

Estava a fazer minhas obrigações como todo dia, nada de especial, e sem tempo a palavra mais usada.

O dia ensolarado, o calor me fazia bem, diria até aconchegante em um dia de outono, e ao ladear pela beira mar, sinto que algo me fez estremecer, parei o carro, e notei que há tempo não sentia aquela sensação.

Sensação estranha, eu nada tinha a fazer naquela tarde, isso me deixou incomodado, como será possível , o que vou fazer com esse tempo restante, não estava preparado , a monotonia me faz mal.

Observei, senhores alguns mais velhos, outros da minha idade, à beira mar, jogando bocha, outro passa por mim com andar apressado olhando o relógio, de tênis e roupa apropriada para caminhadas.

Tento de alguma forma me encaixar ao modelo, ver alguém que eu possa me identificar, casal sentado à mesa, conversando sobre amenidades, sorrisos brotam com facilidade, e o tempo passa.

Absorvo as imagens, e não me identifico.

Será necessário eu envelhecer, e que o lazer na minha idade é o que esperam que façamos, proibidos estamos de nos sentir produtivos, ativos até o leito da morte ou de uma doença repentina.

Será preciso ter a vidinha que todos esperam, passear, jogar cartas , bocha, bailes dançantes, conversas amenas, filas intermináveis em bancos na fila dos aposentados, ou, podemos fugir ao modelo e nos sentir tão esfuziantes em produzir, apesar da idade, nos sentir joviais e não jovem.

Sei de antemão que nos taxariam de ‘workaholic’, e com todas as definições de comportamento relativa à expressão.

Mas estou a falar do trabalho em si, e não ao sucesso, ego inchado, compensações, o que eu me permito sentir, é a possibilidade de produzir, ser útil a mim mesmo.

Respeito os transeuntes que estou a observar, declino do lazer da forma que me é oferecido, posso e me permito a ter prazer em me sentir util, produtivo , não tendo tempo em ‘aproveitar a vida’ e sim, ter tempo para viver a vida , da melhor forma que eu conheço e que me faz feliz.

sábado, 28 de maio de 2011

Sucesso

 

É arte

Acreditar no impossível

Resistir enquanto os demais desistem

Ter horizonte

Ser louco o suficiente

Muitas vezes estar só em suas certezas

Desistir e enraivecer por um momento

‘Ser’ periférico

 

Já encontrei pessoas com ‘sucesso’, simples e determinadas

Transcende o financeiro e o espetacular

Admiradas e combatidas pelas suas crenças

Crenças estas que nada mais é do que acreditar em si.

 

O modo de ‘ser’ é a diferença,

seja no pedestal do trigésimo andar da Paulista

Em palcos da Broadway

Ou nas montanhas do Himalaia,

O que as fez lá chegarem, é que elas já o eram, antes mesmo de ser.

Enquanto a maioria escuta ‘vem por aqui’, estes poucos afortunados, estão surdos às facilidades, abrem por si , seus caminhos, e seguem suas vontades e não cedem.

Sucesso, é ser livre em encontrar seus próprios caminhos.

domingo, 22 de maio de 2011

Eu, minhas pantufas e as meias de lã

 

Comprei a pantufa !

Só faltam meias de lã, que provavelmente ganharei no natal

Será que a idade nos faz pensar tanto sobre o que deixamos de fazer ou dos erros que cometemos

Teríamos que nos sentir culpados, entregar-se de corpo e alma a esse sentimento, transfigurar em dor e lágrimas torrenciais de desespero , já que nada mais podemos alterar.

E tudo o que fizemos torna-se obscuro, lembrando a imagem de um entardecer chuvoso de inverno, esquecemos com facilidade dos dias de sol.

Hoje queria ser outono ou inverno, a fim de satisfazer às vontades alheias, e aqui sentar e escrever palavras obscuras, fechando os olhos às lembranças boas, e pinçando partes em que fui, o que nunca desejei ser.

E uma vez completo o quadro, deveria me sentir o algoz de vidas.

Por mais que me esforce, mesmo buscando tais lembranças, não posso deixar que o obscuro cubra a luz, as risadas ainda ecoam em minha mente, emoções que delinearam o sentido de minha vida, sentir-se parte de algo maior, mesmo que, pareça ser distante hoje.

Nego a escuridão dos pensamentos, eles não podem sobrepor tudo que viveste, são pequenas partes que se somam ao total.

Nada mais do que isto !

pequenos’

E por serem obscuros,  tornam-se  inferiores à qualquer por do sol que assististe em vida.

Desculpem-me pela incapacidade de não me açoitar com os pensamentos obscuros.

E assim, Eu, minha pantufa e quem sabe minhas meias de lãs, seremos reconfortados pela luz das coisas boas que vivi, e quem sabe ainda viverei.

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sensações

Quantas vezes tenho oportunidade de sentir, não necessitando do pensar, simplesmente absorver.

Raras oportunidades me permiti, e hoje busco na memória os momentos que assim agi

Dirigir em tarde de sol, chuva repentina molha o asfalto, visão de nuvens de vapor me fazem parar o carro, meus olhos captam imagens dos pingos d’agua, o barulho surdo ao tocar o solo, o cheiro de terra molhada, e quase acordando deste transe sinto a agua gelada escorrer pelo rosto.

Deixar para trás os compromissos, e vislumbrar a tempestade em alto mar, na praia as ondas já revoltas, extasiado aguardo a violência da natureza, e nada faço, absorvo a força , sentido-me parte do espetáculo.

Após estes apocalíticos momentos de reflexão, retorno ao mundo em que nasci, sem sentido.

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Tentativa de alcançar a realidade concebida.

 

Personagem desfocado

Encontro, desejos imperfeitos , inacabados

Conversas disformes

Estranho, não admitir o óbvio

Dualidade de situações inatingíveis

Descrever o indescritível

Tentativa frustrada de parecer ser

 

Atirar-se ao escuro

Respiração tremula

Viver por segundos

Morrer por horas

 

Somos capazes de viver sonhos , à custa da perda da noção da realidade, e mesmo assim, insistimos a cada folego, retornar às profundezas da inconsciência, na tentativa de alcançar a realidade concebida.

domingo, 1 de maio de 2011

Minha Verdade

 

Escrever sobre a verdade

Minha Verdade

Certezas que não consegui obter nesta breve passagem

Então como descrever a verdade, quando não há certezas

Que dificuldade nos faz ser assim, qual a razão em não querer ter certezas, e se as tenho, são fugazes, como a noite ou o dia

Verdades mascaradas pela vontade do momento, o que nos deixa vulneráveis a delinear o futuro desejado

Serei ‘momento’, minhas verdades estão dispostas na linha do tempo, encravadas sem elasticidade do continuar.

Ser momento, é ‘ser’ indiferente.