domingo, 25 de setembro de 2011

Descabido

 

Desejo descabido

Ali esparramado, largado, sem reação

Cálice delicado

Entornando sonhos impossíveis

 

Miragem recorrente

Bruma espessa, esvai ao menor movimento

Cálice em pedaços

 

Beber sonhos que inebriam e enganam

Fundem-se desejo e realidade descabida

Descabido vivo , sem a realidade que encanta

segunda-feira, 19 de setembro de 2011

Dois pontos

 

Por entre palavras e sons

Por entre sensações e realidade

Estou a escrever, como se ‘ser’ fosse

Descrever o que não pode ser vislumbrado

Decepção das emoções que não podem ser refletidas

Sonhos que esvaem ao amanhecer

Sem dor ou reflexões

Existência inócua

Grito na escuridão

quarta-feira, 7 de setembro de 2011

A noite

A proximidade me eleva à patamares nunca dantes navegado, sob a nuvem ardente do desejo que se esvai noite adentro.
A realidade desperta, e de nada adianta fechar meus olhos mansamente.
Sou eu novamente a viver a realidade do meu ser
 
 

sábado, 3 de setembro de 2011

Agora em dúvida e com esperança, volto a sonhar

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A escolha do que me convém a escrever
A experiência de quem viveu e não percebeu, será que conta?

Estará fadado a caminhar novamente as mesmas trilhas
Reaprender não é o caso, e sim vivenciar novamente
Já não tens o tempo como aliado, a trilha perdeu-se

Transeuntes olham com olhos estranhos, ‘estais na trilha errada’
E com sorriso maroto, retruco, não amigo, a trilha é esta , só o tempo não é esse.
As pedras disformes do caminho, tem certa nostalgia, já as vi, e mesmo assim, teimoso em caminhar sigo a sina quase impossível de sonhar novamente.
Campos verdes , montanhas íngremes, desfiladeiros perdidos, fantasmas do passado, acompanham-me a cada passo.

A inocência há muito me deixou, já não é a mesma sensação da caminhada inicial, em que após cada curva acreditava que poderia haver oásis que tanto procurava, o mistério não existe mais.
Passos que não me levam a nada, não há retorno, só a desilusão

Obrigo-me parar, floresta ainda virgem convida-me, trilhas lá não existem, e sem armas ainda relutante , caminho para o imprevisto  e das possibilidades do porvir.

Agora em dúvida e com esperança, volto a sonhar.

Sonhar é viver.