sábado, 30 de junho de 2012

A lógica do absurdo


Hoje me segurei pelo canto da camisa
Ontem me segurei por segurar
E amanhã, será que alguém me segura?

Chega de diferenças, queria aprender a somar.
Era tão simples, um mais um, era dois.
E a matemática cede à lógica do absurdo
Em que o resultado não concede à igualdade o esperado

E me seguro a não desvendar tais artifícios
Digo que a lógica do resultado não necessariamente contempla a analise perfeita do absurdo

E por mais que estas frases não expliquem por si só, sei que atingem a igualdade que criou a diferença.

Nunca estaremos sós, não importa em que lado do sinal estiver.



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sexta-feira, 29 de junho de 2012

Porque hoje é sexta feira


Porque hoje é sexta feira.
Passo a passo, sigo aos meus limites.
Muitos acham que esses passos não tem roteiro, enganam-se, nunca abri mão da minha vida, mesmo que venha a custar à própria.
Entre retórica opto à ação, me permito.
Ainda recordo-me de ‘Antonio Maria’, ‘cardiodisplicente’, nego o direito da tranquilidade de estar a sentar no banco de praça.
Assistindo a vida passar!
É divertido ‘poder’, mesmo que sem nada às mãos, sou vontade.
Acredito em desenho não delineado, rabiscos disformes, composição criada a partir do caos em que a criatividade revelada, nos faz pensar, como é bela a vida em suas dores e alegrias, e o remanso deixemos para a hora certa, pois, ela existe e chegará.

Vontades destituídas




 
Tinha esperança de não escrever assim, com minhas vontades destituídas e o gosto amargo de sonho amanhecido.
Há lampejos de visões distorcidas e mal compreendidas
Já não sei, se me falta entendimento ou lucidez.
Fujo para os confins das minhas forças
Subo montanhas de dúvidas, pois eu as tenho e mesmo revendo como filme todas as passagens, não consigo o discernimento necessário ao entendimento do script.
E depois de tantas lidas e relidas, fico só com o gosto do fel, amargor que me destrói.
Já que a lucidez não me ajuda será necessário atravessar o portal e neste campo de incertezas, achar as respostas que tanto me perturbam.
Necessário se faz que saia do limbo que me afunda, pois hoje estou abraçado à desesperança e à ignorância dos motivos que me levaram a estar tão próximo do cansaço.

Antoine Saint Exupéry em uma de suas cartas à sua amada
 “Menininha, foi com carinho que lhe dei esse poder”.

terça-feira, 26 de junho de 2012

Eu Sei... Você sabe...


Eu Sei... Você sabe...
A negação é a resposta por nossa insegurança
O fácil é tentador, mesmo que isso nos estraçalhe.
Ceder à rotina, nos faz menos humano.
As experiências, que deveriam engrandecer nossa alma, perdem-se na penumbra do medo.
É tão fácil rotular e evitar
Enfim, fugir do que realmente sentimos não é a solução, enfrentar a fuga ou o fácil é para poucos.

Arriscar ir além!
É dolorido, temeroso, desconhecido, mas tem um único porém, qual a razão de nossa existência?
É a procura de nossa essência
E seguir os caminhos já trilhados com a sensação de que estamos seguros e no caminho certo, é a cegueira que nos levara muito longe, mas, em dado momento abriremos nossos olhos, e veremos que todo o caminhar foi em vão.
E acredito piamente, que até a descoberta de Deus, só ocorrerá se ousarmos, de nada adianta ficar de joelhos Ele nos criou com o livre arbítrio para que possamos andar e escolher caminhos, e cabe a nós seguir.

Sou porto


As paginas em branco sempre foram encanto
Nelas posso preencher meus encantos
Mesmo que sejam desencantos
Acostumei-me a essa dicotomia
Entre o encanto e desencanto, pois deles tiro meu viver

Exaltado pela esperança viajo em dança
Exaltado pela desesperança viajo em busca da esperança
Reajo
Sou porto

sábado, 23 de junho de 2012

ERAS FACINAÇÃO




 

Do nada hoje de manhã ao acordar estava a tocar a musica, a melodia me fez relaxar, a letra é um pequeno e perfeito poema, que caberia em sonhos de qualquer ser humano que porventura tenha amado, e que guarde com todo carinho que ERAS FASCINAÇÃO.


Fascinação
Os sonhos mais lindos sonhei.                             – Éra tão bom sonhar
De quimeras mil um castelo ergui                       – Ergui castelos de areia
E no teu olhar, tonto de emoção,                         – Teu olhar me deixa tonto de emoção
Com sofreguidão mil venturas previ.                  – A intensidade me fez prever loucuras
O teu corpo é luz, sedução,                                  – Sedução que não me deixa respirar
Poema divino cheio de esplendor.                       – Poema em noite estrelada
Teu sorriso quente, inebria e entontece.              – Sorriso quente que me fazia verão
És fascinação, amor.                                            – Eras fascinação e amor

quinta-feira, 21 de junho de 2012

A biblioteca




Recordo da biblioteca que tinha quando solteiro e todos os livros ali existentes estavam devidamente classificados e lidos, 'meu tesouro', eram contados acima de milhar, de coleções da Disney ‘Urtigão, Donald, Tiu Patinhas e por ai afora’, grandes filósofos, livros de calculo numérico e financeiro, administração, arte contemporânea, economia, comunismo, socialismo, e não poderia faltar romances, enfim, li muito e vivi pouco, hoje, ainda leio, mas de alguma forma tento materializar as emoções que tais livros transmitiram. 

Ser-se-ei competente em saber viver?  Afirmo não desisto com final desastrado de algum livro, pois minha biblioteca tem milhares a serem escritos, e estou a preencher cada página em branco com minhas experiências, estas sim! 
Insubstituíveis