quarta-feira, 23 de janeiro de 2013

Bom dia



BOM DIA

Acordo como se último dia fosse e todas as possibilidades podem acontecer, acordo com esperança que meus devaneios sejam reais, acordo com a vontade de ter vontade.

Não seja o de hoje.
Não suspires por ontens....
Não queiras ser o de amanhã.
Faze-te sem limites no tempo.
Cecília Meireles

sexta-feira, 18 de janeiro de 2013

Semana boa







Eita semana boa, de alguma forma o universo faz com que a ordem ao caos seja reestabelecida, e ao mesmo tempo, dá esperança de que podemos mais.

quinta-feira, 17 de janeiro de 2013

Freedon



Liberdade
 

É tão difícil resistir à necessidade de levar a outrem a responsabilidade de nossos atos, o fácil fascina e ao mesmo tempo me faz refletir...
 

Fujo sempre do que pode dar certo, entrego-me ao difícil, e hoje com relutância nas minhas certezas questiono se todas as atitudes de minha vida vieram realmente da liberdade de criar caminhos ou apenas uma boa desculpa para não seguir o rebanho.
 

Não há necessidade de saber a direção do rebanho, deveríamos apenas sentir que temos nossa vida às mãos conscientemente e dela se servir, e não deixar ser fruto do acaso às escolhas, mas sim de nossa vontade.
 

Esta opção nos faz seres libertos de vontade.
 

Liberdade não vem de reflexo de medo, mas sim, de nossas vontades acompanhadas da responsabilidade de nossas escolhas. (f.Shook)

terça-feira, 15 de janeiro de 2013

Dois lados

Dois lados

Lembrando de promessas de 2013, ‘este ano quero paz no coração e que meus amigos possam existir em todos os sentidos’. Aprendi a duras penas que existem dois lados em todas as questões, o meu e o teu, e tenho dúvidas que exista o certo, o que faz sobreviver nas opiniões é o bom senso, deste sim, nunca devemos duvidar


segunda-feira, 14 de janeiro de 2013

Breve história



Década de 30, morava eu no sobrado da esquina, já não importa o nome da rua, o tempo decorreu, hoje aos meus 90 anos, tenho lembranças ainda claras, estava com 45 anos, meu quarto fazia frente à ladeira que sempre eu subia preguiçosamente, a casa era de poucos móveis.


A empregada que era minha única visita frequente, mantinha a ordem, com cuidados especiais com o radio que escutava em todo entardecer, os tons das cores seja dentro ou fora da casa, eram do marrom escuro ao creme, nada fora do lugar, havia o cuidado com o jardim, sempre as mesmas flores, o corte da grama, concertar a cerca.


Diariamente o bom dia educado, acompanhado do sorriso displicente, tudo ocorria como o esperado, até o cão chamado Victor que não perdia a oportunidade de latir à minha passagem.


Certa noite notei a janela da casa visinha acessa, estranhei porque ninguém morava há muito tempo, e vejo na penumbra a silueta feminina, que se mexia atrás da cortina fina de renda branca, era aproximadamente às sete da noite, voltei à rotina de jantar, escutar radio, tomar banho, e dormir.


Na noite seguinte, aproximadamente no mesmo horário tal silueta estava lá, e assim foi, durante meses, e já em pleno inverno, com a cadeira em frente à janela, preparei-me em observar, e noto que as janelas de vidro entreabertas já não tinham a cortina conhecida, estava desguarnecida, e a silueta se tornou real, mulher não muito alta, devia ter uns 30 anos, pela distância não conseguia distinguir detalhes, e ao fechar a janela noto o sorriso, que tomei como sendo meu, e assim continuou mais alguns meses.


Pela minha curiosidade, constatei que moravam outras pessoas na casa, um senhor de bigode que trabalhava até tarde, a senhora gorda que buscava madeira para o fogão a lenha no bosque próximo, e a outra mulher que trabalhava na confecção próxima a casa.


Meu mundo certo, com horas e datas planejadas estava aos poucos desmoronando, por diversas vezes evita ir à janela, mas era inevitável, a hora certa estava eu a contemplar a bela jovem.


O que me ligava a esta específica jovem, não podia compreender, a curiosidade talvez, o fato de estar disponível ou finalmente o sorriso complacente e cúmplice.


Era proprietário de uma pequena indústria de ferramentas para carpinteiros, e a maioria dos trabalhadores eram mulheres, muitas bonitas, com as quais às vezes tínhamos um ‘afair’, ainda mais que a guerra havia começado, e a maioria dos homens havia se ausentado para se alistar, e as dificuldades econômicas eram evidentes no viver.


Meu amigo Nikanor, que veio da Grécia, era o proprietário do mercado da esquina, e há muito tempo eu vinha pagando a conta dos meus desconhecidos vizinhos, já que por questões de falta de emprego, já não conseguiam pagar, e meu amigo justificava que havia um benfeitor que os ajudava.


Certo dia, depois de quase dois anos, a guerra cada dia mais cruel, estava a passar pela frente da casa, e minha querida amiga da janela, esbarra em meu ombro ao sair no portão, peço desculpas, e ela diz ‘há foi culpa minha’, neste instante ficou claro porque toda essa minha empreita, pois, em seus olhos vi a possibilidade do meu filho que tanto desejava.


Andando sem saber onde ficava minha casa, por momentos não sabia onde estava, era a sensação que me fazia não andar, mas voar por cumes gelados, campos floridos.


E, aqui estou a recordar daquele momento particular, os anos se seguiram, e tantas impossibilidades ocorreram e outro tanto de alegria, enfim, sempre volto a esta passagem do meu tempo de vida, em que não achamos explicação plausível ao acontecimento, ele simplesmente lhe caem, não há previsibilidade e a lógica esvai-se como temporal de verão.


Ouso...   Pai? 

Volto à realidade ou ao sonho?



Nem tudo...




"Nem tudo é como imaginamos ser", e muitas vezes nem desenhando entendemos ...
 
 
 

Bom dia segunda feira





BOM DIA
Não gosto de segundas IGUAIS, nos tira a perspectiva da semana e as possíveis emoções do próximo fim de semana. Desejo a todos que a segunda seja repleta de possibilidades impossíveis, que os façam desejar curtir cada segundo, é nas segundas que fazemos com que toda nossa vida seja diferente, imagina então como será o resto da semana e de nossa vida. “PERFEITA”.

domingo, 13 de janeiro de 2013

Liberdade






A ansiedade e a distância nos fazem ser o que não somos, ficamos presos a ideias fixas que não se transformam, aderem às vontades e com dificuldade e relutância deixamos que a fuga nos faça livre de tais sensações.  Lembranças subsistem na névoa do que poderia ter sido. (F.Shook)

Desclassificar-me

Desclassificar-me é simples, basta julgar atos isolados, serei considerado egoísta nas minhas vontades.
 (F.Shook)

Classifique-se

 
 
 
 
 
Classificar-me é difícil, só sei que sou LIVRE e feito de vontades, não esquecendo de uma pitada de responsabilidade.
  (F.Shook) — em Marrakech, Morocco.

Dois extremos



Ouso que devemos ser felizes ou evitar sofrer, aprendo que as relações humanas nos deixam mais experientes, e que nos surpreende as diferentes formas de você se conectar a alguém, nem tudo é amor ou paixões desenfreada, há infinitas possibilidades entre esses dois extremos. (F.Shook) — em Marrakech, Morocco.

sábado, 12 de janeiro de 2013

Outro dia



Perguntaram-me, aonde vais, e apressadamente iria dizer “vou a tal lugar”, o dia estava lindo, brisa fresca, a resposta ficou no ar, e continuei a andar, refletindo para onde eu estava indo?
 

O clarão que tal pergunta provocou deixou-me perplexo, estou correndo à morte?
 

No caminho deixo leves rastros de poeira que desaparecerão em segundos à mínima brisa, o que faz o ser humano ter marcas perenes, que lhe darão a consciência do caminho, onde está aonde vai?
 

Consciência no decidir, no ousar, no respeitar, estas atitudes serão o norte de uma vida com sentido, em que, não basta estar vivo, respirando e sim viver a plenitude de nossas possibilidades.
 

Viver na plenitude é necessária coragem, ou como dizem, viver por viver é para os fracos. (F.Shook)

Haja tesouro para tão pouca possibilidade


 
 
 
 
 
 
Hoje sonhei, que havia mergulhado em águas calmas e cristalinas, a paisagem era paradisíaca, e mesmo assim visualizei um tesouro nas profundezas, encantado com brilho do metal, com sofreguidão fui ao seu encontro, e bem próximo o ar me faltou, o tempo era limitado, e ao voltar à superfície devia retornar com muito cuidado, havia ultrapassado os limites, e mesmo sem ar, era obrigado a parar para descompressão, e a cada parada o brilho d’ouro perdia a intensidade.
 
Acordei com falta de ar, e não estava no mar, sensação estranha quando ultrapassamos o limite do bom senso, em que abrimos mãos de nossa vida à procura de tesouros que pareciam tão próximos.
 
Fica a lição que não é ‘Nem tudo que brilha é ouro’, e sim ‘Nem todos os tesouros do mundo merecem nossa vida’.
— em ilhas cayman.

quinta-feira, 10 de janeiro de 2013

Sou diferente

Na disciplina de sociologia, recordo-me da frase "Somos produto do meio" e, indignado, defendia que somos capazes de ser diferentes do esperado.
 

Hoje vejo, com certa tristeza, que é quase regra ser produto do meio. Caso contrário, és considerado "louco", "ridículo", “visionário” e outros adjetivos.
 

Transpor a barreira do esperado demanda a invocação da demência primitiva inerente a todo ser humano: é quando fazemos o que desejamos, sem a culpa do egoísmo, e nos tornamos diferentes e melhor.

E o meio que nos criou ficará à espreita de outra vítima, pois esta não cedeu ao fácil. (F.Shook)

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Aos que não me pertencem

 
 
 
 
Aos que me amam, perdoem-me
Aos que não me amam, não sei o que fazer
Aos que eu amo, entendam
Enfim o amor, é perdoar, entender, e saber a hora certa de dizer, 'não sei o que fazer'
. (F.Shook)
— em Marrakech, Morocco.