sexta-feira, 13 de junho de 2014

Sem sentido






Sentir-me seguro, deixa-me inseguro!

(F.Shook)

Ente dois mundos?



Ente dois mundos?
Até ai tudo bem!

Qual é real ou imaginário
Dicotomia de vontades

Fácil seria se entregar à loucura que nos desculpa por todos os erros, deixar que as consequências sejam apenas águas que passaram por nós e não tenhamos que carregar culpas.

Difícil seria entregar à sanidade da realidade, do conforto, do previsível e aceitável, e assim nossas culpas seriam amenizadas pela rota seguida, haveria perdão pelo destino previsto.

Desbravar entre essas duas ações seria negar a razoabilidade da loucura ou fugir da certeza que o ‘certo’ nos aponta.

Há certa inanição de vontade, esta nos faz deixar que o tempo nos leve sem ir!

Fico meio mudo meio cego, meio que meio.

Estático ser que se encanta com as promessas de futuro incerto e se apaixona pelo bem querer!

Se me perguntarem aonde irei, queria poder dizer, “que não iria aonde todos por razoabilidade iriam” e também “queria poder dizer, quero ir por onde me estendem a mão”.

Por fim, não há realidade nem fantasia, não há caminho certo ou errado e que nada é fácil ou difícil, apenas existimos e navegamos ao bel prazer de vontades.

Não há dicotomia!
Há falta de vontade de ser!



sábado, 7 de junho de 2014

Chuva lava minha alma




Aqui sentado, tarde chuvosa, veio a frase:

 “Chuva lava minha alma”

E sem perceber, analítico que sou, concluí que se preciso lavar minha alma é por ter sujeiras a limpar e inevitavelmente vem o acreditar que não sou só 'corpo'.

Admito de uma vez só, nesta pequena frase que dependo da chuva para mudar, que há algo a mudar, que sou mais do que meu egoísmo permite.

Chuva onde estás?  
Porque não me salva de mim?

quinta-feira, 5 de junho de 2014

Vivia das certezas sonhadas





Vivia das certezas sonhadas
A realidade tinha sabor de filme com final feliz
Assim seguia a estradinha amarela sem fim...

E hoje?
Sem filme ou história, sigo agora equilibrando entre a realidade e a minha incompreensão.
Se minhas posturas são incoerentes ou tímidas é por não poder afirmar a onde quero estar.
Estou a viver novamente entre mundos distintos em que poder não depende do querer e o querer depende de poder.

O amanhã?
Desejaria a fé imaculada e afirmar que a Deus pertence meu amanhã e seguir na tranquilidade das certezas Escritas e Nelas crer com fervor dos inocentes.

Mas, não é tão simples, fui criado por Ele e o arbítrio me foi dado e fiz escolhas.
Curvo-me não ao tempo passado, mas à sensação de tudo ser e nada ser.
Sinto-me melhor, se possível for 'menos ser'.

Levo a lição que nem sempre é do alto do monte que enxergamos melhor
É preciso estar atento à relva
Nela há vida!

Há caminhos a trilhar, disso tenho certeza, pois a humildade floresce no tempo certo.

Não aprendemos!
Vivenciamos e escolhemos.