quarta-feira, 4 de novembro de 2015

Eu sinto...





Sempre gostei das tardes de outono com cheiro do entardecer.
Caminhava nos meus amanhã, sonhos líricos, heroicos e tolos.
Às vezes perco-me na realidade, confundo-me em fantasias, vivo passado em meu futuro.
Minhas ligações esvaem-se a cada dia, pluma ao vento, sem rumo.
A outrem reflito imagem descabida, pretensiosa e egoísta.
E sinto tanto em não sentir!
Eu sinto em nebulosas confusões mentais que me levam além do que desejaria estar
Queria poder estar no aqui e agora vivenciando a realidade em doses monumentais de toda a sorte de eventos e estes me atingindo com a força do viver.
Ser presente!
Vivo em reflexos deformados de desejos infantis que me cansam a cada anoitecer e que animam a cada novo dia.
Eu sinto...