segunda-feira, 25 de julho de 2016

Ruas, sem sentido



Fui andar como sempre faço e sinto que o sonhar me abandonou
Ruas, sem sentido
Vagas, taciturnas
Pessoas, borrões sem vida
O asfalto tem tom de cinza que se mistura com luz dos postes
Será que minha visão perdeu as cores fazendo-me sentir em filme antigo
Fico em dúvida se paro ou sigo, não faria diferença
Não há destino
E retorno para o aconchego do conhecido...

F.Shook