sábado, 12 de agosto de 2017



*** Dificil! quase impossível saber amar, gostei do texto e estou distante do aprender.


Voce sabe amar?

Você sabe amar? Eu estou aprendendo.
Estou aprendendo a aceitar as pessoas, mesmo quando elas me desapontam.
Quando fogem do ideal que tenho para elas, quando me ferem com palavras ásperas ou ações impensadas .Não é fácil,mas estou tentando.
É difícil aceitar as pessoas assim como elas são, não como eu desejo que elas sejam.
É difícil, muito difícil, mas estou aprendendo.
Estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a escutar, escutar com os olhos e ouvidos  e com todos os sentidos. Essa parte então ,é muito complicada.
Escutar o que diz o coração, o que dizem os ombros caídos, os olhos, as mãos irrequietas.
Escutar a mensagem que se esconde por entre as palavras banais;
Descobrir a angústia disfarçada, a insegurança mascarada, a solidão encoberta,mas por muitas vezes escancaradas e a gente nem percebe.
Descobrir a dor que vai dentro de cada coração.
Aos poucos, estou aprendendo a amar.
Estou aprendendo a perdoar.
Pois o amor perdoa, lança fora as magoas, e apaga as cicatrizes que a incompreensão e insensibilidade gravaram,dá a impressão que é impossível,para um
coração ferido.
O amor não alimenta magoas com pensamentos dolorosos. Treinar a mente para isso é complicado,mas não é impossível,deixe que o tempo te ajude.
O amor perdoa, esquece, extingue todos os traços de dor no coração.
Passo a passo, estou aprendendo a perdoar, a amar.
Estou aprendendo a descobrir o valor que se encontra dentro de cada vida, de todas as vidas.E esse valor é imenso.
Valor soterrado pela rejeição, pela falta de compreensão, carinho e aceitação, pelas experiências duras,que teimam em  não ser esquecidas.
Estou aprendendo a ver, nas pessoas as possibilidades que Deus lhes deu.
Estou aprendendo. Mas como é lenta a aprendizagem! Talvez leve a vida toda,mas estou me esforçando.
Como, é difícil amar, amar como Cristo amou!
Mas, tropeçando, errando, mal julgando,julgando bem ,o que não tem nada a ver com bem,estou aprendendo...
Aprendendo a pôr de lado as minhas próprias dores, meus interesses, minha ignorancia,
meu orgulho, que ás vezes teima em aparecer,quando estes impedem o bem-estar e a felicidade de alguém!
Cristina Luz
Enviado por Cristina Luz em 19/04/2011

Viagem sem volta.


Hoje sou caixa fechada!
Pesada.

O que fui, o que fiz!
Arquivado.

Minha lógica !
blocked out.

Minha razão!
Irracional.

Sabe aquela viagem em que deixas partes, arestas abatidas, não percebes o acontecido, segue com suas partidas.
A cada recomeço parece que és o mesmo e não percebes nuances e no desejo pelo desejo do impossível, segues.
Torna-se o recomeço do recomeço, sempre!
Em certo dia ao acordar, sem vontade de recomeçar, descobre que nada sobrou, há não ser o caminho percorrido no desespero de seguir.
Sentado estás a pensar sem nada a se apegar.
Viagem sem volta.

F.Shook



quarta-feira, 12 de julho de 2017

Entre vidas

Entre as vidas que vivi, há lapsos
De tal forma que sinto o limbo entre o que fui e o que serei
Conforme envelheço há dúvidas e constatações
Hoje brinco com meus medos apesar do temor inconsciente do porvir
Enfrentarei no momento certo se caminhos trilhados eram devaneios de um ser duvidoso.
Será que agarrei qualquer possibilidade que tranquilize o inconsciente e transforme a realidade na doce certeza do suspiro aliviado e medos diluídos?
Transfiguração do ser terreno ao etéreo!

Não faz diferença, pois, nos cabe com certeza “sete palmos de terra” e a tranquilidade de assim ter sido e o porvir não nos pertence.

Fernando Shook

sábado, 29 de abril de 2017

A inutilidade do saber

Tempo que leva tempo à aprender
E nesse tempo o caminho se forma

Sem vontades, acontece!

F.Shook

quinta-feira, 23 de março de 2017

Mãos cansadas

Mãos cansadas na tentativa de expressar a razão do meu ser
Esforço confuso e desnecessário
A incompreensão do meu sentir me faz ser isso, sem sentido, sem início e longe do fim
Que frase poderá um dia nascer que me faça manso!
Já aceitei todas minhas desvirtudes, esqueci o pouco de melhor que existia, e não há sossego
O que me incomoda é partir sem sentido, já se passaram mais de sessenta anos em que de alguma forma criava sentido no viver, luta apocalíptica e nada mais
Faltava a razão do próximo minuto e não um exercício em dar sentido a cada espaço-tempo
Sempre à espreita do porvir como se o hoje não bastasse, o passado insignificante e o futuro apenas intermináveis minutos
Fico preso em mim mesmo na agonia de que a criação revele o amanhã
Nada acontece neste pequeno mundo que não seja o esperado, tenho que resignar-me à falta do impossível.
Tudo o mais acontece na marcha finda, irrefutável
E ainda assim
Falta-me sentido
Falta-me sentir que o esperado é a dádiva da vida, mas não me convenço
Queria mais ou ir além

Restam-me mãos cansadas e sem sentido

F.Shook

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Não Creio!

De repente olho nos olhos
Não creio!
Ainda...

Passível de sorrisos condescendentes
Olhares descrentes
Palavras doces sem o escarnio da verdade
Abraços afetuosos de quem nada lhe tem
E os que tem, abraços furiosos por não seguir vontades alheias
Elogios com toque de ceda, de valor duvidoso
És perfeito na medida certa a outrem
Fardo ao ser humano, erros que lhe rendem o padecer na eternidade
Cobranças que doem na alma, por sempre oferecer a face ao tapa das verdades escolhidas
Meu esbravejar me faz inocente
Gritos sem eco

Não creio! 
Por ainda não refletir a verdade
Sou reflexo de expectativas, nada mais.
E neste momento atemporal,  
Vejo-me ressignificando conceitos sem deixar a certeza de que ainda estou aqui, com escolhas, decisões e por acreditar no meu melhor.

Não creio!
Ainda...
Em arrependimentos!

F.Shook

domingo, 29 de janeiro de 2017

Tão próximo à terra e tão longe do céu

Há momentos e há momentos
Poderia sentir de forma diferente?

Nunca imaginei em meus devaneios que o desapego fosse tão profundo, em que o tempo deixa de ‘ser’ e a realidade de forma abrupta retirou as incertezas e o destino é final.

Acreditava piamente que o sentido estava no caminho a percorrer, a visão periférica criava lapsos temporais em que a imaginação tornava-se real.

A realidade envolvendo-me deveria ser perfeita, mas é cruel pois limita ás possibilidades existenciais, o olhar restringe-se à visão, o paladar sacia a fome, o tato é presente.

Sinto de alguma forma aboli minhas existências, sinto-me terra, chão, passado, presente e futuro.

Desaprendi imaginar o impossível, o inesperado e o improvável


Fixei em alguma fórmula com solução à igualdade e com isso sinto-me real tão próximo à terra e tão longe do céu.

F.Shook

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Liquidação: LISTA DE ANO NOVO

É meu costume ao final de ano renovar listas de promessas que ainda não cumpri ou vontades esquecidas:

“Lista longa
Lamentos sobre o tempo que passou;
Vontades entardecidas, esquecendo quão é maravilhoso o amanhecer;
Viagens nesta ou naquela estrada, como se a estrada fosse a diferença;
Realizações pessoais que na realidade tem mais haver com os ‘outros’;
Peripécias ‘doidas’ que em nada melhoram o ser;
Teimosias a fim de justificar a falta de coragem do mudar;
E não vou ser hipócrita, sempre há nas entrelinhas o poder pelo poder, que lhe traz o isolamento, não se consegue dividir o indivisível;

Enfim, quase estou criando outra lista de lamentações, então melhor parar e precisei de 60 anos para perceber o óbvio! Que tal lista sempre deveria ter apenas um item.

“Realize o que deseja, mesmo que isso pareça egoísta”

De tão óbvio que é difícil explicar de forma mais complexa e novamente tenho que apelar à simplicidade,

Se agirmos em realizar nossos sonhos, desejos e vontades, ai sim, poderemos complementar outrem.

Fora isso, anos passarão e a lista continuará interminável.

Feliz Ano Novo!

F.Shook