sábado, 29 de abril de 2017

quinta-feira, 23 de março de 2017

Mãos cansadas

Mãos cansadas na tentativa de expressar a razão do meu ser
Esforço confuso e desnecessário
A incompreensão do meu sentir me faz ser isso, sem sentido, sem início e longe do fim
Que frase poderá um dia nascer que me faça manso!
Já aceitei todas minhas desvirtudes, esqueci o pouco de melhor que existia, e não há sossego
O que me incomoda é partir sem sentido, já se passaram mais de sessenta anos em que de alguma forma criava sentido no viver, luta apocalíptica e nada mais
Faltava a razão do próximo minuto e não um exercício em dar sentido a cada espaço-tempo
Sempre à espreita do porvir como se o hoje não bastasse, o passado insignificante e o futuro apenas intermináveis minutos
Fico preso em mim mesmo na agonia de que a criação revele o amanhã
Nada acontece neste pequeno mundo que não seja o esperado, tenho que resignar-me à falta do impossível.
Tudo o mais acontece na marcha finda, irrefutável
E ainda assim
Falta-me sentido
Falta-me sentir que o esperado é a dádiva da vida, mas não me convenço
Queria mais ou ir além

Restam-me mãos cansadas e sem sentido

sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Não Creio!

De repente olho nos olhos
Não creio!
Ainda...

Passível de sorrisos condescendentes
Olhares descrentes
Palavras doces sem o escarnio da verdade
Abraços afetuosos de quem nada lhe tem
E os que tem, abraços furiosos por não seguir vontades alheias
Elogios com toque de ceda, de valor duvidoso
És perfeito na medida certa a outrem
Fardo ao ser humano, erros que lhe rendem o padecer na eternidade
Cobranças que doem na alma, por sempre oferecer a face ao tapa das verdades escolhidas
Meu esbravejar me faz inocente
Gritos sem eco

Não creio! 
Por ainda não refletir a verdade
Sou reflexo de expectativas, nada mais.
E neste momento atemporal,  
Vejo-me ressignificando conceitos sem deixar a certeza de que ainda estou aqui, com escolhas, decisões e por acreditar no meu melhor.

Não creio!
Ainda...
Em arrependimentos!

domingo, 29 de janeiro de 2017

Tão próximo à terra e tão longe do céu

Há momentos e há momentos
Poderia sentir de forma diferente?

Nunca imaginei em meus devaneios que o desapego fosse tão profundo, em que o tempo deixa de ‘ser’ e a realidade de forma abrupta retirou as incertezas e o destino é final.

Acreditava piamente que o sentido estava no caminho a percorrer, a visão periférica criava lapsos temporais em que a imaginação tornava-se real.

A realidade envolvendo-me deveria ser perfeita, mas é cruel pois limita ás possibilidades existenciais, o olhar restringe-se à visão, o paladar sacia a fome, o tato é presente.

Sinto de alguma forma aboli minhas existências, sinto-me terra, chão, passado, presente e futuro.

Desaprendi imaginar o impossível, o inesperado e o improvável


Fixei em alguma fórmula com solução à igualdade e com isso sinto-me real tão próximo à terra e tão longe do céu.

F.Shook

segunda-feira, 2 de janeiro de 2017

Liquidação: LISTA DE ANO NOVO

É meu costume ao final de ano renovar listas de promessas que ainda não cumpri ou vontades esquecidas:

“Lista longa
Lamentos sobre o tempo que passou;
Vontades entardecidas, esquecendo quão é maravilhoso o amanhecer;
Viagens nesta ou naquela estrada, como se a estrada fosse a diferença;
Realizações pessoais que na realidade tem mais haver com os ‘outros’;
Peripécias ‘doidas’ que em nada melhoram o ser;
Teimosias a fim de justificar a falta de coragem do mudar;
E não vou ser hipócrita, sempre há nas entrelinhas o poder pelo poder, que lhe traz o isolamento, não se consegue dividir o indivisível;

Enfim, quase estou criando outra lista de lamentações, então melhor parar e precisei de 60 anos para perceber o óbvio! Que tal lista sempre deveria ter apenas um item.

“Realize o que deseja, mesmo que isso pareça egoísta”

De tão óbvio que é difícil explicar de forma mais complexa e novamente tenho que apelar à simplicidade,

Se agirmos em realizar nossos sonhos, desejos e vontades, ai sim, poderemos complementar outrem.

Fora isso, anos passarão e a lista continuará interminável.

Feliz Ano Novo!