domingo, 29 de janeiro de 2017

Tão próximo à terra e tão longe do céu

Há momentos e há momentos
Poderia sentir de forma diferente?

Nunca imaginei em meus devaneios que o desapego fosse tão profundo, em que o tempo deixa de ‘ser’ e a realidade de forma abrupta retirou as incertezas e o destino é final.

Acreditava piamente que o sentido estava no caminho a percorrer, a visão periférica criava lapsos temporais em que a imaginação tornava-se real.

A realidade envolvendo-me deveria ser perfeita, mas é cruel pois limita ás possibilidades existenciais, o olhar restringe-se à visão, o paladar sacia a fome, o tato é presente.

Sinto de alguma forma aboli minhas existências, sinto-me terra, chão, passado, presente e futuro.

Desaprendi imaginar o impossível, o inesperado e o improvável


Fixei em alguma fórmula com solução à igualdade e com isso sinto-me real tão próximo à terra e tão longe do céu.

F.Shook