sexta-feira, 24 de fevereiro de 2017

Não Creio!

De repente olho nos olhos
Não creio!
Ainda...

Passível de sorrisos condescendentes
Olhares descrentes
Palavras doces sem o escarnio da verdade
Abraços afetuosos de quem nada lhe tem
E os que tem, abraços furiosos por não seguir vontades alheias
Elogios com toque de ceda, de valor duvidoso
És perfeito na medida certa a outrem
Fardo ao ser humano, erros que lhe rendem o padecer na eternidade
Cobranças que doem na alma, por sempre oferecer a face ao tapa das verdades escolhidas
Meu esbravejar me faz inocente
Gritos sem eco

Não creio! 
Por ainda não refletir a verdade
Sou reflexo de expectativas, nada mais.
E neste momento atemporal,  
Vejo-me ressignificando conceitos sem deixar a certeza de que ainda estou aqui, com escolhas, decisões e por acreditar no meu melhor.

Não creio!
Ainda...
Em arrependimentos!